A equipa do Vulcânico, campeão regional da ilha do Fogo, averbou este domingo, no estádio 5 de Julho, a terceira derrota consecutiva em “casa”, por duas bolas a uma, frente à Ultramarina, e termina a sua aventura no campeonato nacional.


A equipa de Ultramarina, que veio com objectivo de conquistar os três pontos e garantir a passagem para as meias-finais, entrou melhor e aos 16 minutos, na primeira situação de golo, Adir faz um passe para o seu companheiro Bachick que rematou junto ao poste e sem hipótese para o guarda-redes Rolando, que terminou esta tarde a sua carreira desportiva.
Já na ponte final do primeiro tempo, o guarda-redes Nha, de Ultramarina, num “frango”, ofereceu o golo ao Adérito , ao colocar nos seus pés na bola e este não desperdiçou a oferta e igualou a partida, resultado do primeiro tempo.
No segundo tempo, a formação do Vulcânico entrou melhor e desperdiçou muitas oportunidades, mas já perto do final da partida, a formação de Ultramarina beneficiou de uma grande penalidade.
Branco jogou a bola com a mão na área e o arbitro, Ovídio Tavares, da Brava, em cima da jogada, assinalou para a grande penalidade que foi convertida em golo por Bachick, o homem do jogo, e que deu os três pontos à liderança do grupo e a passagem para as meias-finais do campeonato nacional.
A formação de Ultramarina ainda desperdiçou uma soberana oportunidade para marcar com Djassa, depois de galgar uns bons 20 metros não conseguiu fazer o terceiro golo para a sua equipa.
A formação do Vulcânico é o último do seu grupo , com apenas quatro pontos, perdeu todos os jogos em “casa” e apenas venceu um jogo e empatou outro.
Luís Nunes, membro da direcção do Vulcânico, disse que a época terminou e que a equipa não conseguiu os objectivos que eram passar às meias-finais e que a equipa sai de cabeça erguida e vai preparar para a próxima época.
A direcção do Vulcânico mostrou-se indignada, não com a alteração dos jogos e a sua realização à mesma hora para assegurar a verdade desportiva, mas, sobretudo, com a “dualidade de critério” da Federação Cabo-verdiana de Futebol (FCF) que há sensivelmente dois meses não aceitou um pedido do Vulcânico para a realização de jogos do campeonato regional para a mesma hora e para garantir a verdade desportiva.
Luís Nunes afirmou e que a direcção do Vulcânico desconhece quando é que a equipa de Ultramarina vai deixar a ilha do Fogo, o que demonstra alguma falta de coordenação.
Já o capitão do Ultramarina, Cesar, disse que o objectivo foi conquistar os três pontos, reconhecendo que não foi um bom jogo de futebol e que a sua formação conquistou os três pontos frente a uma grande equipa, que é o Vulcânico.
O trio de arbitragem constituída por Ovídio Tavares, António Santos e Amâncio Correia, da ilha Brava, e António Centeio, da ilha do Fogo, como quarto árbitro, fez um bom trabalho.
Para a próxima jornada, jogam Ultramarina, vencedor do grupo A, contra Mindelense de S.Vicente, vencedor do grupo B, e Sporting da Praia, vencedor do grupo C – Académica do Porto Novo, do grupo B, na qualidade de melhor segundo classificado.
Fonte: Inforpress