O Conselho de Disciplina da Federação Cabo-verdiana de Futebol, considerou “improcedente” o processo instaurado ao Ultramarina em relacção ao jogo da primeira mão das meias-finais do campeonato nacional de Cabo Verde, em São Nicolau, “inviabilizado pela falta de chaves dos portões do Estádio”.


É que os membros do CD reunidos a 12 de Julho basearam nos relatórios da equipa de arbitragem e dos delegados ao jogo, entretanto não realizado, e “acordaram em considerar improcedente por não provada, a acusação deduzida contra o Futebol Club Ultramarina, e em consequência, mandar arquivar o processo”.

Na contestação à própria FCF, valeu o argumento do Futebol Clube Ultramarina, segundo o qual, ao abrigo do artº 8 da prova, a responsabilidade da organização dos jogos é única e exclusiva da Federação, tendo o Ultramarina refutado também a nota de culpa sobre o estádio, sustentando que o mesmo é propriedade da Câmara Municipal do Tarrafal de São Nicolau.

A direcção do Futebol Clube Ultramarina contestara o processo que lhe tinha sido instaurado pela Federação Cabo-verdiana de Futebol sobre a não realização do jogo da primeira mão das meias-finais, solicitando a sua nulidade e arquivamento.

O FC Ultramarina fundamenta que não houve qualquer deliberação do Conselho de Disciplina como órgão colectivo, por entender que a presidente deste órgão foi quem, sozinho, instaurou o processo disciplinar em causa.

Acontece que em jogo da segunda mão das meias-finais, realizada em São Vicente, sem que, entretanto, a primeira fosse realizada, a equipa da Ultramarina foi a São Vicente bater o Mindelense por 0-2.

Com esta sentença o jogo da primeira-mão da final previsto para este sábado, 15, volta a ser adiado para uma nova dada a indicar.

O Sporting da Praia já tem o seu lugar assegurado na final da edição 2017/18, ao eliminar a Académica do Porto Novo com vitória por 1-0 na Várzea, após empate a uma bola em Santo Antão.
Fonte: Inforpress