A direcção do Sporting da Praia vai entrar, no próximo mês de Setembro, com um processo junto da Procuradoria de Justiça exigindo que a equipa seja indemnizada pelos prejuízos que acumulou enquanto aguardava pela decisão sobre o seu adversário ao jogo da final.


Em conferência e imprensa, hoje, na Cidade da Praia, o presidente do clube leonino, Carlos Daniel Caetano, lembrou que a equipa não está disponível para jogar depois de 31 de Julho, sendo 04 de Agosto a data limite.
“Não temos condições financeiras para suportar as nossas atividades durante este mês de Agosto. Mas mesmo assim os atletas aceitaram jogar sem receber os salários durante os meses  de Julho e Agosto” pontificou o presidente Carlos Daniel Caetano.
De acordo com o presidente leonino, a entrada do processo na Procuradoria visa exigir que a sua equipa seja compensada financeiramente face aos custos que teve de suportar ao longo  dos últimos dois meses.
“Caso o jogo das meias finais, entre o Mindelense e o Ultramarina, não for marcado até o dia 04 de Agosto, suspenderemos todas as actividades do clube”, avisou o presidente do Sporting da Praia.
Entretanto, em comunicado divulgado hoje, o Conselho de Justiça da Federação Cabo-verdiana de Futebol julgou improcedente o recurso apresentado pelo Club Sportivo Mindelense contra o Conselho de Disciplina, em relação ao jogo de meias-finais do campeonato nacional que opõe ao Ultramarina.
Com efeito, o acórdão do Conselho da Justiça divulgado hoje, “confirma a decisão recorrida”, pelo que aguarda agora pela FCF em como resolver a marcação dos jogos.
O Conselho de Disciplina da FCF havia considerado “improcedente” o processo instaurado ao Ultramarina em relação ao jogo da primeira mão das meias-finais do campeonato nacional de Cabo Verde, inviabilizado pela falta de chave dos portões do Estádio Municipal Orlando Rodrigues, no Tarrafal de São Nicolau.
A direcção do Mindelense recorreu da deliberação do Conselho da Disciplina junto do Conselho de Justiça, “dentro das conformidades” para apresentar as suas contestações, por entender que houve incongruências e discrepância nessa tomada de posição do Conselho de Disciplina.
Entende o Mindelense, que foi o Conselho de Disciplina quem instaurou o processo e que acabou por assinar favoravelmente à decisão tomada, e que, entretanto, unanimemente acabou por considerar que “não havia motivos para os castigos previamente imputados a Ultramarina”.
Ao que apurou a Inforpress o Mindelense, já notificado, decidiu suspender a sua participação da prova e exigir indemnização junto da FCF.
Na semana passada o Sporting Clube da Praia demonstrou-se indisponível para disputar qualquer um dos dois jogos da final do campeonato nacional de futebol depois de 31 de Julho, mas concordava com a possibilidade de poder jogar mesmo que fosse no meio da semana, mas antes desta data.
Fonte: Inforpress