O presidente do Foguetões, representante de Santo Antão Norte no campeonato nacional, disse hoje à Inforpress que, na deslocação à ilha Brava, a sua equipa está a enfrentar “condições desumanas para quem joga futebol”.


Num contacto telefónico a partir de São Vicente, Pedro da Graça Roberto disse que a deslocação à ilha Brava está a ser muito “turbulenta”, explicando que a caravana do Foguetões está a viajar em pequenos grupos porque não houve lugar para todos num único voo no percurso São Vicente/Praia.
“Viajamos para São Vicente no barco das 09:00 e no percurso para Praia temos um jogador que viajou por volta da uma hora da tarde, um segundo grupo viaja às 21:20, o terceiro grupo parte às 08:15 de sexta-feira e o quarto e último grupo voa às 15:15 do mesmo dia”, especificou Pedro Roberto, adiantando que, para agravar a situação, a viagem no percurso Praia/Brava vai ser feita de barco.
Pedro Roberto disse que ainda não sabe a que horas parte o navio que os deverá levar ao Fogo e, posteriormente, à ilha Brava mas acredita que a caravana estará na “ilha das flores” na manhã de sábado.
“A ideia é fazermos um treino de adaptação ao estádio no sábado à tarde mas isso só será possível se os jogadores estiverem em condições para isso”, disse Pedro Roberto que não tem garantias da realização desse treino porque “há jogadores que se mareiam e se chegarem mareados não teremos condições para fazer qualquer treino porque esta viagem é um tormento”.
“Quero deixar claro que chegamos a ponderar não nos deslocarmos à Brava com todas estas dificuldades”, disse o presidente do Foguetões, adiantando que a decisão de prosseguir viagem deveu-se ao facto de reconhecerem o esforço da Federação e por recearem as “consequências que pudessem advir da recusa”.
“A verdade é que nós não vamos jogar em igualdade de circunstâncias com o nosso adversário”, lamentou Pedro Roberto, explicando que enquanto a sua equipa “fazia essa difícil deslocação o adversário estava calmamente à espera da hora do jogo”.
Inforpress