
Nascido na Ilha do Fogo, Alexandrino Correia, Nelo, é considerado um dos melhores médios cabo-verdiano de todos os tempos.
Começou como defesa na equipa de Nazareno.
Depois mudou-se para a equipa mais antiga do Fogo, o Vulcânico, tendo conquistado o título de campeão da Ilha, em 1973/74.
Em 1975/76, as suas impares qualidades lhe levou a Portugal com vista á prática de futebol profissional, mas por falta de representação regressou a Cabo Verde e teve uma breve passagem pelo Sporting da Praia.
Um gigante de futebol, que conduziu o Botafogo a duas das três finais do Campeonato de Cabo Verde, todos contra o Clube Sportivo Mindelense, em 1979/80 e 1980/81, tendo levado, em 1979/80, juntamente com o Papá de Sacorro, o temido ponta-de-lança das décadas 70 e 80, e outros para a ilha do Fogo o único troféu que a ilha tem a nível da máximo de futebol nacional entre equipas.

“Um cérebro, a mola impulsionadora que conduziu o Botafogo ao título de campeão de Cabo Verde.”, diz o jornalista Valdir Alves.
O Botofogo, com o seu maestro e eterno capitão Nelo, Papá de Sacorro, Balalam, Ramiro, Palapa, Djudjuca, Totinho, Djedje, Loloti, Conthe, Maruca, e outros, foi a São Vicente, e derrotou, em pleno Estádio da Fontinha, a poderosa equipa do Mindelense por 2-1, no prolongamento, após empate a uma bola durante o tempo regulamentar.

Foto: Facebook de Marcos Fonseca - Jornalista
“Boa visão de jogo, um estratega que usava os dois pés e lançava os colegas de frente ao ataque sem contar com seus potentes e certeiros remates de meia distância como aquele que - infelizmente-fracturou o braço do colega do Mindelense Baessa", relatou Valdir Alves.
No seu palmares, o médio, que era imparável mesmo com marcação cerrada, tem ainda vários torneios conquistados e títulos de campeão regional do Fogo.

Fez parte da primeira convocatória da seleção de futebol da República de Cabo Verde, cujo objectivo foi preparar para a Taça Amizade na Guiné Bissau que mais tarde passaria a chamar-se Taça Amílcar Cabral.

Foi sem dúvida um dos maiores da história do futebol cabo-verdiano, uma referência máxima do futebol Foguense e um símbolo do Botafogo.
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