O representante da “lista M”, que pretende concorrer ao cargo de presidente da Associação Regional de Futebol do Maio (ARFM), Adilson Cardoso, acusou hoje o presidente da Assembleia Geral de ter recusado "estranhamente" a sua candidatura.


À Inforpress, Adilson Cardoso refutou as informações de que não surgiu nenhuma lista para concorrer às eleições dos órgãos sociais da associação regional, previstas para 30 de Outubro.
“A lista existiu, sim, e houve pessoas que tudo fizeram e ainda fazem para integrar este projecto alternativo”, afiançou.
Conforme Adilson Cardoso, no dia 20 de Outubro, data limite para a entrega do dossiê, fizeram de tudo para entregar os documentos exigidos em conformidade com o estatuto da ARFM, mas as tentativas para contactar o presidente da mesa da Assembleia Geral revelaram-se infrutíferas.
“Mesmo assim, fomos à casa dele, mas, pura e simplesmente nos disse que não gosta de ser incomodado na sua casa para tratar assuntos do tipo, porque estes só devem ser tratados na associação e que, naquele momento, não havia nada e nem ninguém que lhe fizesse deslocar até à sede. Conclui dizendo para esquecermos porque a nossa candidatura está fora de prazo”, explicou.
Adilson Cardoso garante que perante estes factos vão levar o caso à Federação Cabo-verdiana de Futebol (FCF) e procurar todos os meios legais, uma vez que a direcção terminou o seu mandato há um ano e recusou fazer eleições, alegando que podiam comprometer o campeonato “o que não faz sentido”.
Para o candidato que encabeça a “lista M”, os actuais dirigentes da ARFM querem a todo custo permanecer mais quatro anos à frente desta organização, ignorando os estatutos. Por isso, pede que os estatutos sejam respeitados e as eleições decorram de forma legal.
Contactado pela Inforpress, o presidente da mesa da Assembleia Geral, Adalberto dos Santos, afirmou que durante a assembleia dos clubes ficou determinado que a lista concorrente devia ser entregue até as 18:00 do dia 20, o que não sucedeu. Alega que os representantes da “lista M” o abordaram na sua casa passados das 20:00, pelo que declinou receber os documentos.
Fonte: Inforpress