O treinador do Académico 83 disse hoje que o presidente da Associação Regional de Futebol do Maio (ARFM), Odílio Neves, já não reúne as condições para continuar no cargo e deve coloca-lo à disposição.


Segundo Fernando Jorge da Graça, o Académico 83 vai dar entrada esta terça feira na Federação Cabo-verdiana de Futebol (FCF), um documento solicitando a averiguação de “várias situações ilegais”, que, segundo ele, estão a acontecer na ilha do Maio.
“Nós não devemos pactuar com esta situação. Vejamos: o presidente da ARFM agora vive na Cidade da Praia, um outro elemento que compõe a direcção esteve ausente por vários meses, em Portugal, por causa disso há muito tempo não se reuniram ” frisou.
Conforme avançou o treinador do Académico 83, os comunicados dos jogos agora estão a ser produzidos na Cidade da Praia pelo presidente e distribuído pelo vice-presidente e só chegam na véspera ou até no dia do jogo.
O mais grave, acrescentou Fernando Jorge da Graça, foi a forma como distribuíram o último comunicado em que só uma hora antes do jogo, Académico 83 teve acesso a este documento.
Salienta ainda, que através do documento distribuído momentos antes do jogo, ficaram a saber que foram retirados três pontos ao Onze Unidos, atribuídos à equipa do Barreiro, o que fez com que a sua equipa perdesse a liderança.
Para o treinador do Académico 83 a atitude da ARFM teve como propósito desestabilizar a sua equipa.
Deste modo, Fernando Jorge da Graça alega que em relação à resposta ao protesto que a sua equipa dera entrada na ARFM, a mesma foi produzida pelo presidente da ARFM sem auscultar o Conselho Jurisdicional e vai mais longe dizendo que, o parecer solicitado a um jurista pela ARFM dá razão à sua equipa porque “foi violado o regulamento da FCF”.
“É preciso que todo o Cabo Verde entenda isso. Nós começamos a época com a supertaça e em toda a parte ela é uma prova oficial, mas, por capricho, a ARFM decidiu que os cartões exibidos naquela prova não contam para as outras competições”, salientou.
Avançou ainda que dois jogadores da equipa do Onze Unidos jogaram vários jogos “de forma irregular”, incluindo contra o Académico 83, porque um deles recebeu cartão amarelo na Super Taça e ou na Taça dos Campeões e não foram contabilizados.
“O regulamento é claro: quando um jogador vem na sequência de cinco amarelos deve cumprir um jogo de castigo”, notou Fernando da Graça, informando que a ARFM ao reconhecer isso disse que a sua equipa devia protestar sobre os jogos anteriores.
“Uma tamanha irresponsabilidade do presidente da ARFM e todos aqueles que acompanham o nosso campeonato estão unânimes de que o presidente já não tem condições para estar à frente da ARFM, por isso esta direcção tem que cair” concluiu.
Contactado pela Inforpress o presidente da ARFM, Odílio Neves, refuta todas as acusações e diz que a organização que lidera está a trabalhar normalmente com todos os órgãos a funcionarem dentro da legalidade e sublinhou que caso a equipa do Académico 83 se sentir lesada em algum facto, deve recorrer ao Concelho Jurisdicional ou da Justiça da FCF.
“O estatuto é claro e diz que, em caso da ausência do presidente, o vice-presidente é que lidera a associação, tanto é que nem sequer renunciamos o cargo ou pedimos a suspensão de mandato. Como se sabe o Concelho Directivo é composto por 5 pessoas, o presidente e o vice funcionam a secretária esteve ausente, mas já está na ilha, a vogal funciona, embora infelizmente perdemos antes de ontem (domingo) um membro “, advogou.
Inforpress