O presidente da Associação Regional de Futebol do Maio, Odílio Neves, fez, hoje, um balanço “positivo” do campeonato da época desportiva 2017/18, considerando que “houve muita competitividade” até ao fim, tanto na primeira como na segunda divisão.


Em conversa com a Inforpress, Odílio Neves assegurou que o balanço é “positivo”, porque houve “muita competividade”, e defendeu que “se calhar este ano foi um dos melhores campeonatos da segunda divisão que já aconteceu nestes três anos da prova, porque o campeão só foi conhecido nos últimos minutos da última jornada”.
Segundo aquele responsável, o mesmo aconteceu na primeira divisão, em que só se veio a conhecer o campeão na 14ª e última jornada da prova e também nos instantes finais da partida, pelo que considera ter sido um campeonato “bem disputado, com muita entrega e muita competitividade” entre as equipas que disputavam o título e também entre as que não queriam descer de divisão.
“Em termos da participação do público também foi bastante razoável, um pouco melhor do que no passado, no geral aquilo que tínhamos preconizado para a época desportiva que hora termina foi atingido, apesar de ainda não termos conseguido realizar a Super-Taça Djarmai entre Onze Unidos e Santana por razões extra ARFM”, precisou.
De acordo com o presidente da ARFM, a partida entre estas duas equipas não terminou devido à falta de iluminação que se fez sentir nos instantes finais do embate, pelo que o juiz da partida entendeu por bem terminar o jogo e marcar para uma outra data, mas que até então ainda não foi possível ser realizado, pelo que vão tratar deste assunto e ver se ainda vai ser possível a sua realização ainda esta época.
Odílio Neves reconheceu ainda que este ano houve “casos anormais” no campeonato regional de futebol na ilha, durante o qual deram entrada na secretária da ARFM  vários protestos, em que acabaram por deliberar três casos, entre os quais alguns foram enviados para a Federação Cabo-verdiana de Futebol (FCF) por parte de algumas equipas, cujos trâmites já foram conhecidos.  A equipa de Onze Unidos retirou o protesto.
Aquele dirigente desportivo acrescentou ainda que, devido a este facto, houve “muita celeuma” pondo em causa a ARFM e a dignidade da pessoa do seu presidente, mas entende que isso não “manchou” a época, porque, justificou, são coisas que acontecem no futebol, principalmente quando há muita competitividade e “rivalidade” entre os clubes.
Pese embora estas celeumas, Odílio Neves garantiu à Inforpress que vai continuar à frente da ARFM até 2019, data que termina o seu mandato.
De acordo com aquele dirigente, a ARFM pretende ainda realizar o campeonato de sub-17 e o campeonato feminino, pelo que neste momento estão na fase de preparação junto com os clubes para que brevemente seja iniciado estas duas provas.
Odílio Neves aproveitou ainda a ocasião para desejar boa sorte aos actuais campeões, o Barreirense, mas questionado com o facto de o estádio municipal ainda não reunir as condições necessárias para a realização das provas do nacional de futebol, aquele responsável disse estar “preocupado”, porque este ano a FCF está muito “rigorosa” neste aspecto, pelo que, advogou, é preciso algum diálogo entre o representante da ilha e a instituição que gere o futebol em Cabo Verde.
Inforpess