A equipa de Real Marítimo, da localidade de Cascabulho está a um passo de se sagrar campeã da segunda divisão, prova que está a ser realizada pela primeira vez na ilha do Maio, e ficar entre os sete melhores da ilha.


A equipa de Real Marítimo que foi campeã da primeira volta do campeonato da segunda divisão na ilha do Maio com três vitórias sobre os seus adversários, conseguindo arrecadar 9 pontos.


Embora tenha adiado a festa da consagração na semana passada ao consentir um empate na partida com a sua adversária Mira-Mar, no primeiro jogo da segunda volta, e estando a faltar apenas dois jogos para o termino da prova, Real Marítimo sente-se obrigada a tudo fazer este fim-de-semana para levar de vencida a sua adversária, a turma de Cruzeiros.


Segundo o presidente da equipa de Real Marítimo, José Oliveira, o objectivo de ser campeão da segunda divisão foi traçado desde o início da época, pelo que estão motivados em levar este intento à realidade, para que na próxima época desportiva estejam a competir de igual para igual com as equipas da primeira divisão e trabalhar para se manterem naquela prova.


José Oliveira sublinhou que, o que mais move a sua equipa e os seus jogadores são a motivação interna e do grupo, tendo em conta que não contam com apoio de nenhuma empresa e nem sequer dos sócios, embora estejam a fazer tudo o que estiver ao alcance para conseguir inverter a situação, porque sabem que participar no campeonato exige meios financeiros.


Disse ainda esperar vencer o próximo jogo para puderem levar a alegria para os adeptos na localidade de Cascabulho e realizarem deste modo, um sonho antigo.


Também elogiou, considerando tratar-se de uma iniciativa louvável da Associação Regional de Futebol do Maio, em realizar este ano pela primeira vez o campeonato da segunda divisão.


A esse propósito, o presidente ARFM, Odílio Neves considerou que a realização do campeonato nesse escalão foi uma decisão feliz, por ter permitido aos clubes competirem entre si de forma oficial e puderem sonhar em serem campeões e jogarem na primeira divisão.


Por isso, disse almejar que nos próximos anos a ilha venha a dar um pulo grande com a realização desta prova, tendo em conta que vai haver mais competição entre as equipas para não descerem e os da segunda em subirem.


“Embora com a realização desta prova tivemos que aumentar mais jogos e consequentemente as despesas, tendo em conta que aumentaram de três para cinco jogos semanais, sem esquecer que nem sempre as receitas são suficientes para cobrir as despesas, mesmo assim estamos a superar todas as expectativas pelo número de pessoas que têm vindo a assistir os jogos desde taça passando pelo campeonato”, frisou.


Sublinhou, contudo, que não tem sido nada fácil suportar estas despesas que este ano têm rondado à volta de 65 mil escudos fixos.


“Mesmo assim isso não vai-nos impedir que a nossa agremiação deixe de organizar os jogos, pelo que vamos ter que bater em outras portas para podermos saldar todas as despesas no fim da prova”, enfatizou.


Lembrou, no entanto, que vai ser preciso formar mais árbitros para puderem dar vazão às demandas, pelo que a ARFM tem previsto ainda para esta época formar mais homens do apito.


Inforpress