A Associação Regional de Futebol de Santiago Norte (ARFSN) convocou para quinta-feira, 01 de Fevereiro, uma manifestação que envolve atletas, clubes e árbitros para apelar “mais atenção” para o futebol na região em termos financeiros e outros incentivos.


A informação foi dada hoje à imprensa, pelo presidente da ARFSN, Anastácio Veiga, após uma reunião realizada em Santa Cruz, com árbitros e clubes, a propósito da suspensão temporariamente dos campeonatos da primeira e segunda divisões, por causa da greve dos homens do apito.
Este responsável do futebol disse que a convocatória dirigida aos dirigentes da ARFSN e aos clubes, atletas e árbitros está aprazada para as 11:00 do primeiro dia de Fevereiro em todos os seis concelhos da região.
“Só retomaremos o campeonato com a garantia total de financiamento até ao final da prova”, asseverou, comunicando que os jogos em atrasos da primeira divisão serão jogados no meio da semana.
Tendo em conta que o campeonato de futebol movimenta a economia local a cada jornada e por ocupar tempo livre de 800 jovens inscritos em 22 equipas, entende que deveriam ter apoios do Governo através da Direcção-Geral do Desporto e da Federação Cabo-verdiana de Futebol, e, principalmente, das câmaras municipais.
É que segundo o dirigente da associação desportiva, estão a fazer o trabalho dos que são pagos para promoverem o desporto, enquanto eles tirem dos seus próprios bolsos para custearem as despesas.
Na mesma linha, o porta-voz dos clubes “Calu” afiançou que só vão ao campo quando tiverem apoios da edilidade.
Nesse sentido, defendeu que se cada uma das seis câmaras municipais da região contribuísse no mínimo com 100 mil escudos para a associação e clubes vão conseguir fazer um campeonato sem grandes problemas.
“Caso as nossas reivindicações não forem aceites por partes das câmaras municipais não retomaremos, de maneira nenhuma, o campeonato”, ameaçou o dirigente desportivo.
Por sua vez, o representante dos homens do apito, Victor Silva, esclareceu que não pararam o campeonato, mas sim estão a reivindicar os prémios de jogos da época passada e desta época 2017/18 que ascendem 600 contos.
“Por enquanto as dívidas não forem liquidadas na totalidade e não tivermos a garantia de segurança no campo não iremos para os jogos”, advertiu.
Inforpress