O advogado da União Desportiva de Santo Crucifixo, Zenires Andrade, entregou, terça-feira, à Associação de Futebol de Santo Antão Norte, um recurso ao Conselho de Justiça da FCF, no caso de dupla inscrição de um jogador do Paulense.


Zenires Andrade disse à Inforpress que o clube, de que é representante legal, entende que existem razões suficientes para que o jogador e o Paulense sejam punidos pela dupla inscrição do atleta Christopher que, conforme disse, até “é reincidente nesse tipo de prática”.
Christopher terá assinado pelo Santo Crucifixo e, posteriormente, pelo Paulense, mas defendeu as cores do clube da cidade das Pombas durante o campeonato regional, com as duas inscrições entregues à Associação de Futebol de Santo Antão Norte.
O protesto apresentado junto do Conselho Jurisdicional da Associação local foi julgado improcedente com base, segundo Zenires Andrade, “na argumentação apresentada pelo Paulense e que não é matéria de mérito do nosso pedido”, concretamente, o entendimento de que “à inscrição apresentada pelo Santo Crucifixo faltava o atestado médico”.
Zenires Andrade contesta essa argumentação por entender que, embora seja um requisito, “o documento médico apenas atesta que o jogador está apto para a prática dessa actividade física”, pelo que, no entender do causídico que representa a União Desportiva de Santo Crucifixo “o atestado médico não condiciona a inscrição do jogador, embora seja uma peça importante para que o atleta possa jogar”.
“No recurso nós temos peças que provam que o jogador Christopher é reincidente nesse tipo de prática”, disse Zenires Andrade, adiantando que “a própria Associação tem conhecimento desse facto e até já puniu o jogador com uma pena de suspensão temporária por essa prática”.
“Na época passada ele inscreveu-se no Sinagoga e, depois, no Paulense mas o caso só não andou porque o Sinagoga foi campeão regional e desinteressou-se do caso”, explicou o advogado que reclama a vitória da sua equipa tendo em conta que não se verificaram os procedimentos necessários, junto do Santo Crucifixo, com vista à desvinculação do jogador.
Andrade reclamou a atribuição do título de campeão regional à sua equipa por entender que, segundo o regulamento, “à equipa prevaricadora deve ser aplicada multa e pena de derrota nos jogos em que fez alinhar o jogador mal inscrito”.
Fonte: Inforpress