O ex-capitão do Rosariense, Franquelino da Luz, também conhecido como Cula, pôs fim à sua carreira de futebolista no final da presente época e passou a braçadeira ao novo capitão da sua “equipa do coração”.


Cula, que joga futebol federado desde os 15 anos, no país e na diáspora, decidiu “pendurar as chuteiras” no momento em que completa 37 anos, por entender que “é tempo de dar oportunidade aos mais jovens”.
A maior parte da sua carreira futebolística passou-a no Rosariense, seu “clube do coração”, mas nestes 22 anos de carreira jogou uma meia época no Beira Mar e, na diáspora, representou o Clube Desportivo Rabo de Peixe, da ilha de São Miguel (Açores), durante os três anos em que esteve a fazer a sua formação profissional em Informática de Gestão.
O futebol profissional não foi a sua ambição e, concluída a formação profissional, optou por regressar ao país e iniciar uma carreira profissional na sua área de formação.
Cula promete não deixar o futebol de Santo Antão, “que precisa”, mas não abre o jogo quando ao que pretende fazer concretamente, mas garante que “em breve” anunciará em que sector pretende dar o seu contributo para o desenvolvimento do desporto na ilha.
“Trabalhar com iniciados pode ser uma opção, mas nada está definido”, disse Cula.
Contactado pela Inforpress, o presidente do Rosariense, Orlando Jesus Delgado, considerou que Cula foi um jogador exemplar e disse esperar contar com ele para a implementação de projectos que o Rosariense pretende relançar.
“Cula é um capitão, um exemplo de atleta que passou pelos balneários do Rosariense”, disse Orlando Jesus Delgado, adiantando que ex-capitão “deixou muitas coisas boas junto dos seus colegas no Rosariense” e que a ideia é aproveitar os seus conhecimentos para relançar a “Escola de Futebol Romero”, que não tem vindo a funcionar, exactamente por falta de recursos humanos.
O treinador Tutuia Hasselbank, actualmente no Solpontense, que jogou com Cula enquanto adversário, e trabalhou com ele como treinador do Rosariense, fala de “um dos melhores jogadores” da Povoação.
“Desde a altura em que jogamos, como adversários, e depois trabalhando na mesma equipa, sempre vi o potencial do Cula”, disse Tutuia Hasselbank, que se manifesta satisfeito por acompanhar “todo o trabalho que o Cula tem feito”.
Inforpress