O Solpontense Futebol Clube entregou, quarta-feira, 15, um recurso da decisão de improcedência recaída sobre o protesto apresentado por alegado erro técnico no jogo frente ao Sinagoga, a contar para a quarta jornada do campeonato local.


O Solpontense considera que a decisão de improcedência produzida pelo conselho técnico da Associação de Futebol da Região Norte de Santo Antão (AFRN-SA) é “uma decisão totalmente equivocada, à luz da interpretação do regulamento geral da Federação Cabo-verdiana de Futebol (FCF)”.
Por isso, a direcção do clube decidiu recorrer para o conselho jurisdicional “em busca do apuramento da verdade na matéria protestada”, na espectativa de que o recurso apresentado seja analisado por pessoas que entendem da matéria, até porque o Solpontense considera que “é de questionar se tal decisão teve conhecimento de algum jurista da própria instituição”.
Por outro lado, o Solpontense questiona a divulgação da credencial do clube protestante nas redes sociais por considerar que a AFRN-SA “não tem legitimidade para tal” já que, no entender dos dirigentes desse clube, tal atitude poderá ser considerado uma violação do direito de imagem e de sigilo.
Em causa está um alegado erro técnico cometido pela equipa de arbitragem no jogo da quarta jornada do campeonato regional de futebol de Santo Antão Norte entre as equipas do Solpontense e do Sinagoga, disputado a 29 de Dezembro de 2019.
O árbitro mandou marcar um fora-de-jogo a um jogador do Solpontense quando este recebeu a bola directamente de um lançamento de linha lateral, mas, segundo as leis do jogo (regra 11), “não há infracção de fora-de-jogo quando um jogador recebe a bola directamente de (…) um lançamento lateral”.
Por isso o Solpontense protestou o jogo mas o conselho técnico da AFRN-SA considerou o protesto improcedente por entenderem que o protesto não foi lavrado e apresentado em conformidade com a norma prevista no número 2 do artigo 104º do Regulamento Geral da Federação Cabo-verdiana de Futebol.
O citado artigo define que “os protestos só poderão ser considerados se a intenção de protestar for expressa ao árbitro imediatamente após o encontro e quando este se mantiver nas instalações do recinto desportivo onde decorreu o jogo”.
No comunicado, a que a Inforpress teve acesso, os membros do conselho técnico da AFRN-SA justificam que na “apreciação do relatório do árbitro e o boletim do jogo do clube protestante, em nenhum momento foi manifestada a intenção de protesto, mas sim uma observação de um possível erro cometido pela equipa de arbitragem”.
Inforpress