Mané Djodje é daqueles futebolistas que, pela sua forma de jogar, pela correcção e postura, fica gravado na memória de quem o viu actuar, por mais anos que viva. 


Jogador de raça e de fibra, Mané Djodje, destacou-se como esteio do quarteto defensivo das duas equipas que representou em São Vicente, primeiro o Derby, onde iniciou a carreira, e o Mindelense.

Tanto numa como noutra equipa, impôs-se pela robustez física, mental e carácter e, como corolário, conquistou títulos regionais e nacionais e representou diversas vezes as selecções de São Vicente e de Cabo Verde.

Admirado por todos, recebe, no entanto, os maiores elogios de seus colegas de balneário. Baessa, por exemplo, o magnífico centro campista dos tempos áureos recentes do Mindelense, lembra o companheiro de todas as horas, um exemplo de correcção e de postura, ou seja, um gentleman.

Lá atrás comandava tudo, lembra Baessa, que se refere ainda a Mané Djodje como o tipo de futebolista que não receia “jogar feio”, “despachar para longe”, quando as situações a tal obrigam.

“Mané Djodje é, sem margem para dúvidas, uma das bandeiras do Mindelense e do futebol de São Vicente e de Cabo Verde”, diz Baessa que lembra ainda que o seu antigo colega foi indiscutível nas selecções de São Vicente e de Cabo Verde e um jogador admirado por todos aqueles que acompanharam as suas exibições.

Almara, esquerdino e capitão do Mindelense nas épocas em que ambos brilharam no futebol sanvicentino, considera Mané Djodje, como homem, um disciplinador, 100 por cento correcto com todos, brincalhão, contador de histórias, em suma, um colega e amigo para a vida.

Como futebolista, Almara define Mané Djodje como “aquela parede” que nada deixava passar, defesa que não brincava em serviço, portador de excelente impulsão, bom jogo de cabeça, ou seja, um central indispensável em qualquer equipas.

Finda a carreira de futebolistas no Mindelense, Mané Djodje, recorde-se, emigrou para França, onde reside na região de Paris.
Jornal Funtinha