Nascido a 18 de Dezembro de 1969, na localidade de Moinho, Praia, Orlando Cabral Fernandes, aprendeu a jogar de pés descalços, destacando-se logo cedo nos jogos no polivalente “Djon Pitata”.

Ravi, alcunha que vem do seu idolo Tony Ravi, antigo ponta de lança do Sporting da Praia, foi levado á Avenida77 pelo atual presidente da Federação Cabo Verdiana de Futebol, Mário Semedo, na altura treinador do clube.

Mário Semedo o ofereceu uma chuteira, e juntamente com Celestino Mascarenhas, seu treinador adjunto, moldaram o jovem talento em aspectos defensivos e o ajudaram na adaptação ao futebol organizado e coletivo.

Em 1991, Mário Semedo, na altura treinador do Sporting da Praia, queria, sem sorte, levá-lo aos leões da capital.

Por vergonha, pois jogava sempre descalço, recusou e decidiu em ingressar o Celtic da Praia, que na altura disputava a segunda divisão.

Eventualmente chegaria ao Estádio da Várzea, por incentivo do “Rei’ do futebol cabo-verdiano, Luís Bastos.

Este o viu num treino dos Travadores com o Celtic, e indicou-o ao José Antunes, “Toca”, na altura treinador da Académica da Praia.

Um médio trinco técnico, com um talento nato, confiante e de certa forma “vaidoso” dentro das quatro linhas, demonstrou logo, no seu primeiro teste que tinha todas as condições para ingressar e singrar no plantel da Micá da Praia.

Toca deixou a Académica, e com Kiki no comando, aos 25anos, foi considerado um dos jogadores revelação do campeonato de Santiago.

Transferiu-se para o Boavista da Praia, onde “explodiu” e teve grande sucesso.

Depois de uma época no Desportivo da Praia, assinou pelo Bairro e viajou com a equipa para participar num torneio na Holanda.

Decidiu ficar no futebol profissional da Holanda, onde representou o F.C. Ademas da segunda divisão de honra daquele país europeu.

Depois deu o salto a Portugal e representou o Desportivo da Guarda, do segundo escalão.

De regresso a Cabo Verde ingressou nos Travadores e, com 33 anos, ajudou a equipa encarnada a conquistar o campeonato regional de 2003, depois de 18 anos sem vencer.

Representou a Seleção de Santiago várias vezes, em Inter-Ilhas, e a de Cabo Verde na Taça Amílcar Cabral de 1995, em Mauritânia.

Vive atualmente na cidade da Praia.

ADP
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