É uma verdadeira história de conto de fadas, a curta carreira de Ângelo Duarte no andebol. Em apenas um ano na modalidade, o meia distância do Rosariense de Santo Antão chegou a seleção sub 21 campeão do Challenge Trophy fase continental.


Há um ano Ângelo foi convidado pelo técnico Arlindo Rosário para praticar andebol. Com 17 anos na altura, a estatura e compleição  física de Ângelo terá chamadao a atenção do treinador. Com porte atlético e envergadura de braços muito grandes, naturalmente seria um diamante bruto.

O polimento surpreendeu a todos e em um ano Ângelo cantou o hino nacional ao serviço da seleção sub21 no Challenge Trophy fase continental, que aconteceu na Etiópia.

Oriundo de um campeonato pouco visível, Ângelo teve que enviar um vídeo para o selecionador nacional afim de mostrar as suas qualidades. Assim como Arlindo Rosário, as habilidade e porte físico de Ângelo chamaram a atenção da equipa técnica dos sub 21 e o meia-distância entrou para os pré-convocados.  A entrada na lista dos 16 escolhidos também foi surpresa para Ângelo, que ficou perplexo, confessa humildemente. O passaporte foi tratado as pressas e Ângelo viajou com a equipa para a Etiópia e regressou com o troféu de campeão.

O primeiro titulo continental para o andebol teve o contributo de um desconhecido de Santo Antão e de um campeonato como o próprio diz "sem muita visão"

Mas o conto de fadas, procura final feliz. E a felicidade para Ângelo seria poder jogar pelo Benfica, equipa do seu coração. Sonha um dia poder ajudar o Rosariense, equipa que o fez acreditar na modalidade, a chegar a uma fase final do nacional. Ainda não foi desta mas se tudo correr assim como tem corrido para Ângelo certamente que por arrastão coisas magníficas podem acontecer pelo lados da Ribeira Grande – Santo Antão.

É mais um caso se sucesso no desporto cabo-verdiano. É a descoberta de mais um diamante bruto, onde centenas existem ainda por descobrir.