O novo presidente do Conselho Nacional de Arbitragem da Federação Cabo-verdiana de Andebol, Carlos Chirlito, quer revolucionar a prática do andebol no país e diferenciar o papel dos árbitros do dos treinadores.


Eleito na lista directiva liderada pelo presidente Nelson Martins, este experiente árbitro que acaba de regressar do Luxemburgo, país onde reside há três anos e arbitra na principal liga de andebol deste país europeu, Chirlito promete colocar na prática todo o seu potencial para desenvolver a arbitragem.
Exige a separação das funções de árbitros e dos treinadores, com o argumento de que “não é nada boa para a imagem da modalidade” e muito menos para a credibilidade da prova ter árbitros/treinadores numa mesma competição.
Para isto tem um projecto virado para ao capítulo da formação, de forma a capacitar exclusivamente, e de forma gradual, os árbitros, sem descurar de sessões de esclarecimentos destinados aos treinadores e jogadores.
“Agora vamos deixar de entregar diplomas a árbitros numa formação de cinco dias. Vamos fazer a formação e só damos diploma no final da época, após apitarem jogos nas suas associações, mediante uma avaliação criteriosa das suas prestações”, explica Carlos Chirlito para quem vai haver formação em nível variados.
Outra medida, explica, os árbitros passam a ser nomeados para qualquer jogo da modalidade, apenas pelo conselho de arbitragem e não mais pelos elementos da direcção, tendo acrescentando que a partir desta temporada vai haver divisão de árbitros por escalões, designadamente estagiário, regional, nacional e internacional.
Com esta medida, esclarece Chirlito, vai haver uma aposta em árbitros jovens e passam a ser exigidos um mínimo de conhecimento de língua estrangeira, sobretudo francesa, a mais predominante na Zona II do Conselho Superior dos Desportos em África, da qual Cabo Verde está inserida, para facilitar formação a nível da federação internacional.
Chirlito avançou à Inforpress que quer fazer um bom trabalho, ciente de que sem o envolvimento dos jogadores, árbitros, dirigentes e todo os aficionados do andebol, ninguém consegue “levar o barco a bom porto”, pelo que exorta uma comunhão de esforços de todos para a dignificação da modalidade.
Avançou, por outro lado, que dos seus contatos internacionais tem estado a investir na classe de árbitros nacionais através de donativos provenientes do estrangeiro, nomeadamente equipamentos próprios para arbitragem, a todas as regiões desportivas onde se pratica o andebol, para além de equipamentos de comunicação de ponta, utlizados durante os jogos.
De referir-se que antes de se tornar árbitro no Luxemburgo, Carlos Chirlito já se afigurava como árbitro nacional da Liga Portuguesa.
Fonte: Inforpress