Nesta terça-feira, o diretor Geral do Desporto (DG), Anildo Santos visitou a sede da Federação Cabo-verdiana de Andebol, um momento para balanço do ano desportivo findo e, ao mesmo tempo, perspetivar a nova época, com as duas partas a sublinharem o próximo Campeonato Africano de Clubes que acontece, pela primeira vez em Cabo Verde, em outubro do próximo ano.


Trata-se, mais do que, um evento do andebol, “de uma honra e um evento do país”, salienta Anildo Santos que enfatiza a relevância deste acontecimento para as aspirações de Cabo Verde e à luz da visão deste executivo em transformar Cabo Verde numa plataforma internacional para grandes eventos desportivos.
Assim, Santos salienta a necessidade de uma boa preparação, tanto no plano desportivo quanto organizacional, com este a garantir o total engajamento do MD/DGD em garantir as melhores condições para o sucesso desse empreendimento.
Daí que, muito proximamente as duas partes, DGD e FCA, deverão reunir-se para avançar sobre os cadernos de encargo e outros detalhes.
Nélson Martins agradece o envolvimento do MD/DGD neste ambicioso projeto que é “uma grande vitória” para Cabo Verde.
Sendo o evento em nossa casa, diz Martins, “queremos fazer tudo ao nosso alcance para uma melhor preparação e participação possível”, com este a sublinhar a possibilidade que os regulamentos da competição dão de as equipas poderem reforçar-se, inclusive, com jogadores de outros clubes. O nível de competição, sabe-se, é altíssimo e o país não vai querer fazer feio.
O andebol que este ano conseguiu mais uma brilhante participação numa competição nacional, neste caso dos sub-18 feminino, com o 2ª lugar nos Jogos Africanos, quer potencializar ainda mais o desenvolvimento da modalidade com uma aposta cada vez mais firme na formação e preparação.
É nesse quadro que a FCA está já a preparar a qualificação para a CAN 2024, com base nesta seleção sub-18, devendo para isso contar brevemente com um quadro internacional, fruto de uma parceria com a Federação Internacional da modalidade, para auxiliar na formação e preparação das seleções.
Martins faz um balanço positivo da época finda, não obstante, por insuficiência de recursos, não ter sido possível cumprir o calendário de atividades na íntegra, afirmando ser o montante disponibilizado no contrato-programa para os campeonatos nacionais “manifestamente insuficientes”.
Este justifica que só o custo com os transportes aéreos acaba por consumir cerca de 80% da verba total para estas provas.
Outro ponto menos positivo é a incapacidade de algumas associações na sua organização e prestação de contas e que acaba por dificultar o planeamento da própria federação e que espera ver este ano ultrapassados.
Esta foi ainda uma oportunidade para esclarecimentos e troca de ideias em relação a vários outros temas, nomeadamente sobre a organização e critérios da Gala do Desporto, formações e outras.
dgd