O selecccionador e treinador da equipa nacional de  Karaté, José António Brazão, já apresentou à direcção da Federação Cabo-verdiana da modalidade a demissão do cargo, alegando que não se conforma em ser “mera figura decorativa”.


Segundo apurou a Inforpress este desentendimento teve por base a participação da selecção de Cabo Verde na I Liga WKF e Open “Mohamed VI”, realizado de 13 a 17 do corrente em Rabat, Marrocos, na qual a equipa nacional esteve tecnicamente orientada pelo seleccionador adjunto, Victor Marques.
Em missiva enviada à federação nacional, José António Brazão, mestre e 6º dam de Shotokan, critica a direcção pela composição da selecção nacional sem que lhe tenha sido auscultado.
José Brazão destaca na sua missiva que “ainda não se sente descartável”, e explica que a seu ver, esta situação vem repetindo-se desde a participação de Cabo Verde nos jogos de Moçambique.
José Brazão que exerce também funções de presidente da mesa de Comissão Nacional de Exames, e se autoproclama “pai do kararté” cabo-verdiano, afirma na sua missiva que o presidente João Correia Carvalho falhou ao justificar o seu afastamento da comitiva por razões de saúde, quando se mostra física e psicologicamente bem preparado para praticar “o que mais gosta de fazer na vida”, o karaté.
Liderada pelo seu presidente da direcção, João Carvalho Correia, a selecção nacional da modalidade esteve em Marrocos com uma equipa representada pelos praticantes Mário Galvão, Zé Mário Gonçalves, Daniel de Pina, Irlando Lopes, Cleide Teixeira e Nuno Dias, este último reforço proveniente de Portugal, sob as ordens do seleccionador adjunto Victor Marques
Sabe-se que Cabo Verde falhou o pódio e que o salense Daniel de Pina foi dos selecionados que melhor performance conseguiu em Marrocos ao vencer o campeão do mundo, acabando, entretanto, por perder no jogo seguinte que dava acesso à luta pela medalha.
Fonte: Inforpress