A organização do Campeonato Nacional de Karaté 2017, a realizar-se nos dias 02 e 03 de Setembro próximo, na ilha do Sal, espera fazer uma das melhores demonstrações, de sempre, em artes marciais no arquipélago.


A menos de uma semana para a realização do Campeonato Nacional de karaté, que terá lugar no Polidesportivo dos Espargos, numa parceria entre a Federação Cabo-verdiana de Karaté e das associações regionais, mais de uma centena de atletas, nos escalões feminino e masculino vão disputar o título nestas competições, realizadas pela primeira vez na ilha do Sal.
O certame que deverá arrancar às 9:00 de sexta-feira, 02 de Setembro, devendo alongar-se com as eliminatórias até à noite, continuando sábado, momento em que se conhecerá os vencedores, homenageia duas figuras locais, Manuel António de Sousa Lobo “Patone”, e Luís Monteiro Fortes, “pela sua contribuição “incontornável”, face ao desenvolvimento da modalidade”, sublinha a organização.
Lamentando ainda a falta de apoios, Daniel de Pina, presidente da Associação de Karaté da Ilha do Sal (AKIS), promotor do evento, em parceria com a Federação Cabo-verdiana de Karaté, insiste no apelo às empresas públicas e privadas, visando um “bom acolhimento” dos atletas, a todos os níveis.
“Orçado à volta de mais de quatro mil contos, neste momento ainda nada está garantido, a não ser o alojamento e bilhetes de passagem. Estamos a envidar esforços com vista a conseguir a alimentação para os atletas. Temos a consciência que vimos atravessando uma difícil conjuntura, porém não são todos os dias que acontece um evento dessa envergadura, pelo que apelamos ao bom senso”, cortejou Daniel de Pina.
Desta vez a competir em casa, desafiando atletas de Santiago, Boa Vista, Fogo, Santo Antão, São Vicente, a AKIS, segundo Daniel de Pina, pretende manter a mesma performance, através dos seus atletas na conquista das medalhas.
O Campeonato Nacional de Karaté que irá contar com a presença de “importantes” nomes das artes marciais do mundo, representa, conforme o mestre em karaté, uma oportunidade, não só para divulgar a modalidade que se pratica no país, “mas também para colocar a ilha do Sal e Cabo Verde na boca do mundo”.
“Esperamos fazer um dos melhores campeonatos de kataré a nível nacional, e comparado a nível internacional. Daí o elevado custo. Prometemos e estamos a dar o nosso máximo para que seja, realmente, um campeonato digno, de modo a elevar a modalidade na ilha e no país. Mostrar que o karaté tem potencial. Mas só com força de vontade é impossível realizar um campeonato desta natureza”, admitiu.
Inforpress