A atleta internacional cabo-verdiana de triplo salto, residente em França, Sandra Ribeiro Tavares, aguarda com “muita ansiedade” a atribuição do “wild-card” pela Solidariedade Olímpica para representar o país nos Jogos Olímpicos do Rio’2016.


Presente no pré-estágio da delegação olímpica cabo-verdiana, realizado na Cidade da Praia, pelo Comité Olímpico Cabo-verdiano, Sandra Tavares, 32 anos, adiantou à Inforpress estar segura para representar o país, pela primeira vez, na maior montra do desporto mundial.
Entende ter chegado a hora de inscrever o seu nome numa das edições dos Jogos Olímpicos e lamenta muito o facto de uma “lesão” lhe ter impedido de competir no Campeonato Africano de Durban (África do Sul), onde almejava atingir os mínimos para Rio’2016.
Descreve os Jogos Olímpicos como um sonho de todos os atletas, sobretudo os que já passaram pelos centros de alto rendimento, e espera que, caso consiga uma vaga para Rio’2016, dar um salto qualitativo na sua carreira do atletismo.
Descendente de uma família de atletas cabo-verdianas nascidas em Portugal, Sandra é a terceira das irmãs que aderiu ao atletismo como modalidades desportiva de eleição, mesmo antes de se transferir para França, tendo abraçado a primeira oportunidade surgida para representar Cabo Verde na alta competição.
Formada no ramo do Desporto e com passagem pela Federação Internacional de Atletismo da França e pelo Ministério do Desporto deste país europeu, Sandra Ribeiro Tavares disse que quer ajudar Cabo Verde, através da sua experiência adquirida na disciplina do triplo salto.
A atleta disse nunca ter hesitado em representar Cabo Verde na alta competição, como argumento que embora tenha nascido em Portugal, obteve o passaporte cabo-verdiano muito antes de adquirir a nacionalidade portuguesa.
Apresenta o triplo salto como uma disciplina do atletismo “muito exigente” e que impõe muitas musculaturas e muitas horas de treinos e sacrifícios aos atletas, por ser uma prova “muito agressiva”.
Atleta do “Amierg Universite Club”, Ribeiro Tavares desloca-se normalmente de Paris para numa viagem de três horas de comboio para realizar o seu treino técnico, tendo manifestado a satisfação pela forma como sistematicamente termina a competição, quer francesa, quer portuguesa, entre os terceiros e sétimos classificados.
Mostra-se entusiasmada pelo apoio que diz estar a receber do Comité Olímpico Cabo-verdiano e da própria Federação Cabo-verdiana de Atletismo, com o argumento de que este auxílio lhe permite ter estabilidade para melhorar a sua marca.
De acordo com a presidente do Comité Olímpico Cabo-verdiano, Filomena Fortes, Cabo Verde aguarda até 4 de Agosto para saber se vai receber um “wild-card” da Solidariedade Olímpica em atletismo, tendo na corrida as atletas Sandra Ribeira Tavares e a velocista Lidiane Lopes.
Cabo Verde, ainda segundo o COC, aguarda ainda pela atribuição de um “wild-card” na disciplina do judo.
Fonte: Inforpress