A Federação Cabo-verdiana de Atletismo (FCA) já tem um wild-card de participação nos próximos Jogos Olímpicos de Verão que acontece de julho a agosto, em Tóquio, conforme o presidente da FCA, Alfa Djaló, em reunião de arbitragem, tendo em conta as negociações para o contrato-programa com a Direção Geral dos Desporto, no inicio da tarde de hoje.


Aliás, a informação já fora avançada pela presidente do Comité Olímpico Cabo-verdiano, Filomena Fortes, na manhã de hoje no encontro que manteve com o DGD, assim como a modalidade natação que já tem dois wild-card de participação.
Alfa Djaló adiantou, igualmente, que a federação que dirige está neste momento focalizado na participação no Campeonato Ibero-americanos que acontece já no próximo mês de maio, em Tenerife, além de mais uma chance nos torneios na Tunísia em junho, para eventual qualificação de atletas e possível participação no Tokyo 2020.
Na reunião, aquele dirigente referiu-se a vários desafios que a FCA tem em carteira para este ano, nomeadamente a nível nacional, campeonatos sub-18 e sénior, curso de treinadores nível I da IAAF, corrida das montanhas em S. Antão e S. Nicolau, bem como Trilhos de Sinta10 a realizar-se no mês de setembro próximo.
A nível internacional, além de sua participação no Tokyo 2020, a FCA pretende participar em outros eventos como corrida de 100km nos Países Baixos (Holanda), no Campeonato africano na Algéria, no Campeonato do Mundo Trail em Lanzarote e a Ultramaratona na Holanda.
Durante o encontro presidido pelo Diretor-geral dos Desportos, Anildo Santos, as partes puderam abordar, ainda, a questão do Centro de Desenvolvimento de Atletismo para os Países Africanos da Língua Oficial Portuguesa (PALOP) que terá sede em Cabo Verde, considerado como um grande ganho para a modalidade e para o país.
As duas partes puderam debater sobre os vários aspetos do orçamento para o Atletismo, tendo o DGD explicado que neste ano houve uma ligeira redução na maioria dos valores a serem atribuídos às federações, refletindo sobre os mecanismos de financiamento pelo Governo que tem a pretensão de trabalhar para melhorar o regime jurídico de financiamento.
Anildo Santos reconheceu o trabalho que a FCA tem vindo a fazer para o desenvolvimento da modalidade, frisando que é de salutar saber que a maioria das regiões desportivas tem feito o trabalho de massificação da modalidade no país.
De outro modo, acredita que com a criação da sede do Centro de Desenvolvimento do Atletismo Africano para os PALOP, infraestrutura que conta com o co-financiamento da Confederação Africana de Atletismo (CAA), o número de jovens atletas irá aumentar ainda mais para o reforço e desenvolvimento do atletismo em Cabo Verde.
DGD