Os jogadores habituais selecionaveis da seleção cabo-verdiana mantém esperanças numa participação da seleção de Cabo Verde no Afrobasket 2017.


Não obstante a notícia da "colocação dos cargos à disposição" pela atual FCBB, os atletas liderados por Rodrigo Mascarenhas tentam uma solução e acreditam ser possível ainda marcar presença na fase de qualificação que começa em Março próximo.
Contudo, a nota enviada à comunicação social e assinada pelo vice-presidente da FCBB, Eugénio Martins a tornar pública a intenção da atual liderança a colocar os cargos à disposiçao e convocar uma assembleia extraordinária para a eleição e uma nova lidernaça, terá pego de surpresa este grupo de atletas que, inclusive, viram-se obrigados a adiar uma conferencia de imprensa marcada para esta quarta-feira.
Não obstante os últimos desenvolvimentos, Fidel Mendonça, porta-voz dos jogadores, afirma que estes buscam abrir uma janela de diálogo com a atual direção da FCBB e tentar reverter a decisão de não participação na fase de qualificação do Afrobasket.
A esperança, como se costuma dizer, “é a última a morrer”, e Fidel mantém a versão dos atletas de que segundo contatos feitos com figuras credíveis ligados à FIBA-África, ainda é possível incluir Cabo Verde no grupo da Zona II de classificação, juntamente com Senegal, Mali e Guiné Conacri.
Informações chegadas até nós dão conta de uma movimentação dos jogadores, aos quais acrescentam-se Rodrigo Mascarenhas e Mário (Marito) Correia, ambos reformados e figuras históricas do basquetebol nacional no sentido de garantir uma solução que permita a participação de Cabo Verde. Estes dois estarão ainda na disponibilidade de apresentar uma lista para a liderança da FCBB, caso se confirme a queda da atual liderança.
Em entrevista à pagina do Facebook Oficial da DGD, Fidel Mendonça não abre o jogo mas afirma que os jogadores estarão agora a ponderar quais os próximos passos a serem dados após este anúncio último da FCBB
“Estamos abertos a uma conversa com a federação a qualquer momento. Prova disso é que desde a primeira hora em que soubemos da notícia do afastamento de CV do apuramento que estamos a tentar um encontro com a federação e não nos deram ouvidos. Ficou claro na conferência de imprensa quando nos mandaram calar”, frisa Fidel.
Contudo a provável queda da atual direção da FCBB vem acrescentar às dificuldades dos «Tubarões Martelos» em estarem presentes na maior competição de basquetebol africano a nível das nações, já que a confirmar-se a demissão não haverá uma entidade acreditada para tentar uma possível inclusão da nossa seleção junto à FIBA África, a tempo de disputar a fase de qualificação que arranca já em março.
Cientes do fato, os atletas, segundo Fidel, ponderam “até que ponto essa provável demissão da atual FCBB seria boa ou má para o basquetebol nacional?”.
O certo é que, defende o representante dos jogadores, a confirmação da decisão, que consideram errada, da FCBB, poderá ter repercussões para além de 2020.
Isso, porque a FIBA, desde 2015, mudou o calendário das competições internacionais (torneios continentais e mundial), passando estas a serem realizadas de quatro em quatro anos.
Este novo calendário entra em vigor, precisamente a partir deste Afrobasket 2017, o que quer dizer que o próximo Afrobasket será em 2021.
Mais, a não participação de Cabo Verde na qualificação implicará que o nosso país não terá sequer a possibilidade de qualificar-se para o Afrobasket de 2021.
Fonte: DGD