Cabo Verde deverá ter assegurada mais uma participação no campeonato do mundo da modalidade que acontece em Sochi na Rússia, no final do ano.

Por coincidir com os Jogos Africanos de Rabat, o Campeonato Africano (com caráter qualificativo) não acontece este ano, pelo que os países ficam automaticamente qualificados para a prova mundial. O número de pugilistas que Cabo Verde poderá levar à Rússia dependerá da disponibilidade financeira, apontou o presidente da Federação Cabo-verdiana de Boxe (FCB), Flávio Furtado, em sede de reunião de arbitragem com a Direção Geral do Desporto esta segunda-feira.

A última vez que Cabo Verde, recorda-se participou no Campeonato do Mundo da modalidade, foi em 2017 na Alemanha com Gerson Furtado que qualificara-se com uma medalha de bronze no Campeonato Africano de qualificação, na categoria 56 kg. Numa altura em que as duas partes (MD/DGD e FCB) ainda acertam os últimos detalhes do próximo contrato-programa para a nova época, Flávio Furtado aguarda a assinatura para a definição do número de atletas que poderão representar o nosso país em Sochi, sendo certo que pelo menos um atleta lá estará com as cores nacionais.

Ainda que “seja cedo falar para falar em nomes”, um pugilista muito bem posicionado neste momento para marcar presença na Rússia é Davilson Morais na categoria pesos pesados e que tem estado em boa evidência ultimamente, inclusive no plano internacional, com uma medalha de ouro no torneio internacional de Boxe Odivelas Cup, em dezembro último, e mais uma excelente participação num outro torneio internacional, desta feita em França, em abril, onde chegou às meias-finais da prova, deixando muito boas indicações. Davilson tem estado a preparar-se da melhor forma com o apoio, e um bom teste também para ele serão os próximos Jogos Africanos de Rabat, Marrocos, Morais, que é militar, deverá participar ainda do Campeonato Mundial militar de Boxe ainda este ano.

Cabo Verde deverá acolher Torneio da Zona II Outro desafio interessante será a realização em Cabo Verde do Torneio da Zona II no próximo verão. Ainda no quadro da preparação dos nossos atletas, caso não se venha a realizar o torneio da Zona II, pelo menos Davilson deverá participar em mais uma competição internacional, desta feita em Braga, Portugal. No entanto, Furtado aponta a priorização das formações com pelo menos três ações formativas (treinador, árbitro e juíz), sem contar com a continuidade do projeto de Boxe Escolar (nos estabelecimentos de ensino secundário) e que tem dado bons frutos, com o aumento de clubes e o surgimento de atletas de bom nível parao future da modalidade. Voltando às competições, a realização de mais uma edição Torneio Diáspora, que no ano passado envolveu atletas das Ilhas e também das Diásporas portuguesas e suíças, é outro desafio para a anova época.
DGD