Chegados ao final deste que é o “ano zero” da criação da Federação Cabo-verdiana de Ciclismo (FCC), os responsáveis acreditam que estão reunidas as condições para que, doravante, a modalidade possa ter um melhor quadro organizativo para um desenvolvimento sustentável e para que possa disputar em pé de igualdade com as outras federações o acesso aos fundos públicos.


Esta quarta-feira, o presidente da FCC, Marques Mendes, reuniu-se no Palácio do Governo, com o diretor Geral do Desporto (DG), Anildo Santos, no quadro de diálogo e negociações para o fecho das contas da época 2017/2018 e assinatura do próximo contrato-programa a ser assinado entre as partes, tendo esse dirigente para fazer o balanço do primeiro ano da fundação da referida federação. Balanço esse que o próprio DG considera de “bastante positive e “encorajador” para as modalidades de ciclismo. “Em boa hora foi criada a FCC”, sublinha Anildo Santos.
Entre as realizações deste ano zero está, claro, a conclusão das démarches da criação da FCC, faltando neste momento apenas encerrar o processo de obtenção do estatuto de utilidade pública desportiva e que já foi entregue à autoridade responsável, neste caso o MD/DGD, e aguarda a sua conclusão.
Ainda sobre esta matéria Mendes a FCC conta já com sete associações regionais formalmente criadas e em 2019 uma das prioridades serão as criações das federações do Sal, do Fogo e do Maio. Porém, reconhece, é preciso dar algum apoio para a reorganização da associação de Santiago Norte que apresenta algumas dificuldades de organização.
A FCC é já, neste momento, membro efetivo da União Ciclista Internacional (UCI) desde setembro, deste ano, tendo, durante a sua participação na 187ª reunião da Assembleia Geral da UCI em Innsbruck, Áustria. A ocasião foi ainda uma excelente oportunidade de aprendizado, com as várias formações e informações adquiridas, para além dos contatos com várias congéneres e a própria UCI e que abrem perspetivas para protocolos de cooperação e possíveis financiamentos de projetos da FCC.
Nisso, alguns protocolos de cooperação são já realidade, sendo esses com as federações de ciclismo de Portugal e do Senegal, tendo o presidente da FCC, Marques Mendes se deslocado a esses dois países por ocasião das assinaturas destes protocolos e que abrem boas perspetivas, sobretudo no que tange a trocas de experiências e formações.
Ainda a respeito de parcerias, há contatos em andamento com a Federação Luxemburguesa de Ciclismo e que prometem dar frutos, sendo que, inclusive, o presidente da FCC perspetiva deslocar-se àquele condado europeu, se possível em janeiro, para avançar este processo. Mendes agradece o apoio prestado desde o início pelo MD/DGD à sua federação, na figura de Anildo santos cujos contatos desenvolvidos com membros da comunidade cabo-verdiana n Luxemburgo permitiram abrir os canais para essa parceria em construção.
A formação é outro grande desafio, até porque, para que Cabo Verde possa participar em e organizar competições internacionais, terá de formar um diretor técnico, um treinador e um comissário de provas, quadros que não possui no momento. É uma das prioridades no novo plano de atividades a ser apresentado brevemente à DGD.
No que se refere ao plano desportivo, realça-se a Volta a Santiago e que correspondeu ao primeiro campeonato nacional realizada por esta gestão, realizada em finais de outubro e que contou com 32 cilcistas, incluindo quatro da Diáspora (2 dos E.U.A e 1 de itália).
dgd