As ginastas da Praia, treinadoras, país e a associação Gymnart estão desgastadas com a direcção do Pavilhão Vavá Duarte, isso porque, a equipa esta proibida de treinar em qualquer espaço do Gimno Desportivo



Em comunicado na página facebook oficial do Gymnart, a associação começa por relembrar as boas prestações das ginastas cabo-verdianas, nomeadamente a excelente apresentação de Elyane Boal que representou condignamente Cabo Verde no Campeonato do Mundo de Ginástica Rítmica, para depois mostrar a sua indignação em relação a proibição de treinar no “Gimno”.

Segundo a Gymnart na última quarta-feira, Elyane e outras atletas apresentaram-se no Gimno para treinar e não foi possível, porque o guarda de serviço no Gimno Desportivo comunicou às treinadoras que a Ginástica estava proibida de treinar em qualquer espaço. Porquê? Ninguém sabe! Simplesmente a Direcção deste recinto desportivo assim o “decretou”.

Como já se sabe o pavilhão Vavá Duarte esta em obras e a ginástica precisa de local adequado com condições especiais, pelas especificidades da modalidade e outros locais estão ocupados, afirmam os responsáveis da Gymnart. Depois que o gimno encerrou para obras, as ginastas foram remetidas a treinar nos corredores e bancadas, facto já recorrente e habitual, mas que em nada incomoda as atletas, mas a proibição total deixa todo o mundo insatisfeito.
Gymnart termina com a seguinte afirmação: “podemos não almejar ser campeãs do Mundo, mas desejamos formar boas ginastas/atletas/cidadãs, que representem condignamente o nosso país e que quando as nossas meninas estiverem entre a elite não tenham vergonha de dizer “Vim representar Cabo Verde” e que não tenham vergonha de apontar para a nossa bandeira e dizer” Aquela é a bandeira do meu país!”.

Infelizmente, neste ritmo, diz a Gymnart, esta modalidade, que tantas vitórias já trouxe para o país, que tantas cidadãs já formou e que muitas pessoas acham que é mais do que um desporto, é uma ARTE, irá ACABAR

A fundadora da ginástica rítmica em Cabo Verde, Elena Atmacheva também reagiu no facebook, dizendo que “ mora na Praia há 33 anos e que durante esse tempo sempre trabalhou como treinadora de ginástica artística. Teve vitórias e derrotas, mas hoje está triste por não poder entrar no gimno e trabalhar.

Atmacheva relembra que sempre treinou nas laterais mas agora a proibição total diz não entender. No post em russo, a professora que por duas vezes foi condecorada pelo governo, diz que os tempos gloriosos da ginástica vão cair se essa proibição mantiver por muito tempo. A ginástica da Praia pode morrer diz Elena Atmacheva em tons assustador e muito triste.
Victor Hugo Fortes