A treinadora da equipa de Cabo Verde de Ginástica Aeróbica, Jennifer Ramos considerou hoje que apesar da medalha de prata que arrecadaram   em Brazzaville, o País encontra-se ainda “muito atrasado” na modalidade.


Jennifer Ramos falava em declarações à Inforpress no regresso ao País após ter participado no 14º Campeonato Africano de Ginástica Aeróbica realizado de 12 a 14 de Setembro em Brazzaville, Congo, tendo a ginasta cabo-verdiana Thairine Fortes, de 15 anos, do Clube Acroart, arrecadado a medalha de prata.
“A ginástica não tem recebido o devido valor, estamos muito atrasados em relação aos outros países africanos e no mundo inteiro”, observou, realçando que todos os países têm investido em infraestruturas, materiais e equipamentos, formações de treinadores, estágios para treinadores e atletas, ao contrário do que vem acontecendo em Cabo Verde.
“Cabo Verde não tem sequer um espaço próprio nem adequado para a prática da ginástica, só tem um tapete para ginástica rítmica, para a ginástica aeróbica e a acrobática, o que leva os ginastas a praticarem essas disciplinas em piso duro (mosaico)”, notou.
Contudo, Jennifer Ramos considerou que tanto Thairine Fortes como as outras ginastas têm potenciais para levar o nome de Cabo Verde ao mais alto nível se forem apoiadas pelas instituições responsáveis pelo desenvolvimento do desporto.
Entretanto e não obstante esses constrangimentos, a treinadora considerou “satisfatório” o resultado conseguido no Congo Brazzaville, segundo disse, levando em conta que “há dois anos que temos estado praticamente isolados e não tínhamos noção do nível dos nossos concorrentes”.
O 14º Campeonato Africano de Ginástica Aeróbica contou com a participação de Congo, Senegal, Benin, Argélia, Africa do Sul e Cabo Verde, que participa pela primeira vez nesta competição.
Inforpress