Os zambianos alegam que o guarda-redes da seleção guineense, Pap Fall, "recebeu o passaporte [da Guiné-Bissau] no dia do jogo".


A Zâmbia apresentou um protesto ao jogo que perdeu frente à Guiné-Bissau, no sábado, e que garantiu o apuramento dos guineenses para o Taça das Nações Africanas de futebol de 2017.

Os zambianos alegam que o guarda-redes da seleção guineense, Pap Fall, "recebeu o passaporte [da Guiné-Bissau] no dia do jogo", referiu Joãozinho Mendes, vice-presidente da federação guineense de futebol, em conferência de imprensa.

O protesto deu entrada no mesmo dia do jogo junto da Confederação Africana de Futebol (CAF), que, por sua vez, deu à Guiné-Bissau 48 horas para que apresente documentos comprovativos da nacionalidade do jogador.

"Podem ficar tranquilos, temos todos os documentos que comprovam que ao jogador foi atribuída a nacionalidade [guineense] de forma legal", indicou Joãozinho Mendes, advogado de profissão, ao se dirigir aos adeptos da seleção guineense.

Segundo explicou, o jogador Pap Fall apresentou-se em Bissau com um passaporte espanhol, por viver e jogar em Espanha, mas de pronto foi-lhe atribuída a documentação guineense, nomeadamente, registo, por naturalidade, bilhete de identidade e passaporte da Guiné-Bissau.

O responsável federativo indicou ser estranho que apenas se questione a situação do guarda-redes, quando o mesmo procedimento foi feito em relação a outros três jogadores que representaram o país no mesmo jogo contra a Zâmbia.

Foram os casos dos avançados Frederic Mendy, nascido em França, Tony Sá Brito e Kaby, estes dois nascidos na Guiné-Bissau, mas com passaportes de Portugal.

A Guiné-Bissau aguarda agora pelo veredito da CAF, mas os responsáveis federativos do país acreditam que "nada vai mudar" em relação ao resultado do jogo contra a Zâmbia, que garantiu o apuramento do país para a fase final da CAN, a disputar no próximo ano no Gabão.
Fonte: sapo