A Direção Geral dos Desportos (DGD) reuniu-se esta quarta-feira com representantes da Federação Cabo-verdiana de Boxe (FCB) e a DGPOG do Ministério do Desporto com vista à aprovação do contrato-programa a ser assinado entre as partes envolvidas para o ano desportivo 2016/2017, tendo o diretor geral dos desportos, Anildo Santos, aconselhado a FCB a uma revisão do seu plano de atividade no que tange às prioridades, tendo em conta a disparidade entre o orçamento apresentado pela FCB e a contraproposta apresentada pelo MD/DGD.


A FCB teria apresentado um plano de atividade com um orçamento na ordem dos 37 mil contos enquanto a contraproposta do MD/DGD ficou-se pelos quatro mil contos, valor considerado “irrisório” pelo presidente da federação.
Como explicou a diretora geral do Planeamento e Orçamento Geral (dgpog), Alice Costa, dado a realidade financeira e orçamental do país e para o setor, em particular, não “se vislumbra nenhuma possibilidade” de se aumentar o valor proposto nessa contraproposta.
Para além do mais, diz Santos, os projetos não podem e nem devem-se esgotar num único ano, daí a necessidade dos planos plurianuais e que permitem que algumas iniciativas menos prioritárias possam ser empurradas para o ano seguinte.
Contudo, Flávio Furtado diz entender da limitação financeira e económica do país e justifica a proposta de orçamento ambiciosa com o fato deste ser um ano “importantíssimo” para o boxe nacional, pois que o “ano zero” do ciclo olímpico de quatro anos, daí projetar as necessidades da modalidade nos próximos quatro anos.
Outra recomendação é de que a FCB invista mais na identificação de parcerias público-privadas ao nível interno, assim como com instituições internacionais. Furtado assegura que a FCB tem tentado mas que, no plano nacional, tem sido difícil face à pouca notoriedade da modalidade no país.
No plano internacional a FCB até tem conseguido parcerias importantes como o caso no ano passado em que conseguiram um financiamento considerável para a formação.
Fonte: DGD