A Organização Nacional Antidopagem no Desporto de Cabo Verde (ONAD-CV) já trabalha junto dos parceiros para ter o seu laboratório dentro de dois anos, mas promete começar ainda em 2017 a fazer o controlo antidopagem no país.


O presidente da ONAD-CV, Emanuel Passos, avançou esta informação no final do encontro de trabalho desta manhã com a presidente do Comité Olímpico Cabo-verdiano (COC), Filomena Fortes, tendo afirmado a sua pretensão de querer estar em condições de fazer o controlo de qualquer atleta, em qualquer parte do país, e a qualquer momento.
Neste encontro, a recém-criada ONAD-CV, empossada a 22 do corrente, aproveitou o momento para apresentar os seus objetivos de trabalho e oscular as ideias do COC face à luta contra a dopagem no Desporto, enquanto organização vocacionada para a regulamentação do sector e proteger o desporto limpo bem como os atletas limpos.
Emanuel Passos assegurou que neste ano da instalação pretende, acima de tudo, educar e sensibilizar os atletas de forma a conhecer os efeitos nefastos da utilização dos métodos e substâncias dopantes para a saúde, mas também dotá-los de conhecimento sobre as consequências caso sejam apanhados com controlo positivo.
Promete trabalhar, sobretudo na prevenção repreensiva e educativa, neste ano de arranque da ONAD-CV, que passa necessariamente em fazer com que os atletas passem a conhecer a legislação antidopagem, de forma que ganhem o gosto pelo jogo limpo, apostando na construção de “verdadeiros campeões”.
Enquanto isto, Filomena Fortes considerou “muito importante” o encontro, tendo manifestado toda a abertura desta instituição em trabalhar com a ONAD-CV, sustentando que enquanto membro das organizações internacionais antidopagem tem todo o interesse em trabalhar nestas questões consoante as emanações da Carta Olímpica.
O Comité Olímpico, atesta, vai agora debruçar-se para ver a melhorar forma de apoiar os projectos que a ONAD-CV quer fazer, tendo em conta que a nova organização está no terreno para dar a conhecer aos dirigentes desportivos e federativos o trabalho desta instituição e as consequências para o país, caso algum atleta for apanhado nas teias do doping.
Considera igualmente “importante” fazer este trabalho sobretudo num país como Cabo Verde no qual grande parte dos atletas internacionais vive na diáspora, cujo controlo foge às federações desportivas nacionais, pelo que o COC se mostra aberto em trabalhar com a ONAD-CV nesta movimentação.
Refira-se que Cabo Verde é membro da Agência Mundial Anti-dopagem (AMA) e da Organização Regional Antidopagem (ORAD) das zonas II e III de África e recentemente ratificou a Convenção Internacional da UNESCO de Luta Contra o Doping.
Fonte: Inforpress