A Confederação Africana de Xadrez retirou Cabo Verde a organização dos Campeonatos Africanos da Zona 4.4, uma competição continental individual que engloba um “Torneio Open”, um torneio feminino e torneios de rápidas e de semi-rápidas.



Inicialmente calendarizada para Julho de 2019, na Cidade da Praia, esta competição continental foi desviada pela Confederação Africana de Xadrez (CAX) para o Gana, decisão que o presidente da Federação Cabo-verdiana de Xadrez (FCX), considera “inaceitável o comportamento da CAX e do seu presidente, para com a FCX”.

Francisco Carapinha justificou o seu inconformismo à Inforpress, alegando que a FCX “esteve a preparar e a desenvolver esforços para a eventual realização em território nacional, numa organização conjunta com a Confederação Africana de Xadrez (CAX) e que já estava tudo acertado para o país receber o evento em Julho.

“Depois de alguns trabalhos já desenvolvidos no sentido da sua realização e quando tudo previa que durante o mês de Julho a Cidade da Praia iria receber esta competição continental, fomos surpreendidos como uma exigência da CAX, que pretendia a sua realização antes do African Individual Chess Championship 2019, o que nos obrigaria a realizar o Zonal 4.4 em Abril ou Maio”, asseverou Francisco Caparinha.

“Não conseguimos perceber esta exigência de última hora, por parte da CAX, depois de já termos iniciado os trabalhos preparativos e alguns contactos no sentido de recebermos o Zone 4.4 Individual Championships 2019”, lamentou o líder da FCX, para quem, a nova data proposta estava muito perto para preparar e organizar um evento desta envergadura.

Esclareceu que “desde a primeira hora que a exigência da CAX era da realização do evento até ao final de Julho, porque ele apuraria para a Taça do Mundo, nada fazendo prever esta tomada de posição de última hora”.

Francisco Carapinha condena a forma como Cabo Verde foi retirado a realização do Zone 4.4 Individual Championships 2019, após vitória da sua candidatura.
Inforpress