A Escola de Natação e Salvamento Aquático Nhô Fula (ENAF), em São Vicente, pretende voltar de novo à ribalta, apostando na formação profissional de jovens em Portugal, conforme assegurou hoje o presidente desta instituição.


Silas Leite admitiu ter estado a ENAF, nestes últimos anos, em baixa, “como tudo na vida”, apesar de ser um dos pioneiros na divulgação da natação em São Vicente, há 20 anos.
Mas, neste momento, segundo a mesma fonte, está “viva, numa nova dinâmica e num outro patamar”, apostando no “mais importante”, passando a mensagem sobre a utilidade da natação, que não deve ser transmitida de “ fato e gravata”, mas passada mesmo vestido de t-shirts, calções e chinelas.
Tanto assim é, que, acrescentou, vão reiniciar a formação média em Portugal, com dupla certificação, destinado a jovens dos 15 aos 19 anos, que terminaram o 9º ano e de camadas carenciadas que por questões financeiras ou outras deixaram de estudar.
Silas Leite confirma a aceitação da candidatura de todos os jovens que preencham estes requisitos, sendo que é possível concorrer até o final do mês, e as candidaturas serão estendidas para Santo Antão e São Nicolau, já pensando na questão de “descentralização”.
“Estamos a tentar recuperar este processo através de financiamentos da União Europeia, que ajuda os interessados a completar o secundário em regime de formação profissional”, explicou este responsável, à Inforpress, adiantando que estas formações integram áreas como a segurança e salvamento aquático, contabilidade, auxiliar de saúde, secretariado e técnico de turismo.
Por outro lado, segundo o presidente da ENAF, descobriram parcerias nos Estados Unidos da América e em Portugal, que já os permitiu enviar estudantes universitários para intercâmbio cultural na questão de salvamento aquático.
A ENAF é uma das parceiras da celebração do Dia dos Oceanos na praia Laginha e organizou uma pequena aula de natação, com base na respiração e flutuação dorsal “flutuação de sobrevivência” e um pequena prova com 10 pessoas com deficiências diversas.
“Porque a natação em Cabo Verde, antes de desporto e de educação, primeiro está como nossa sobrevivência. É um suporte básico de vida, quando estamos na água e ainda é um requisito de peso para o acesso a funções marítimas”, alertou.
O Dia dos Oceanos, assinalado neste sábado, está sendo comemorado com várias actividades, até o final do dia na praia da Laginha, desde desportivas, demonstração de natação, pequenas palestras, limpeza subaquática e outras.
Também foi colocado nesta praia um contentor em formato de peixe, para recolha de lixo plástico, que depois será encaminhado para a fábrica de azulejos em Porto Novo, Santo Antão, que utiliza este material como matéria-prima.
Inforpress