Os Jogos Africanos de Praia marcaram 2019 no Sal, fazendo deslocar à ilha cerca de duas mil pessoas ligadas aos jogos, entre atletas, dirigentes, desportivos e respectivas comitivas, bem como jornalistas de vários países do mundo.


O evento decorreu de 14 a 23 de Junho na ilha do Sal, tendo Marrocos sido consagrado o grande vencedor dos I Jogos Africanos de Praia, marcados pelo domínio dos países da Magrebe, enquanto Cabo Verde superou os restantes países, ficando na quarta posição no “ranking” de medalhas, num universo de 43 nações.
Considerado um acontecimento histórico em Cabo Verde, acredita-se que a realização deste “grande evento” desportivo, no Sal, foi uma excelente oportunidade para promover e reforçar o turismo como pilar central da economia cabo-verdiana, transformando a ilha numa plataforma internacional de transportes aéreos e um centro internacional de negócios.
O primeiro-ministro (PM), Ulisses Correia e Silva, manifestara na altura que o Governo quis fazer dos primeiros Jogos Africanos de Praia uma “grande referência” mundial, tendo investido para o efeito 50 mil contos.
“Vamos investir 50 mil contos, mas não tenho dúvidas de que teremos um retorno muito superior ao montante do investimento, desde logo pela projecção internacional de Cabo verde, da ilha do Sal, projecção enquanto destino turístico, de negócios, como país (… , cuja notoriedade estará aumentada”, prognosticara, na altura o chefe do Governo.
“Tratou-se de um processo competitivo. Isto orgulha-nos enquanto país, mas responsabiliza-nos sobre a necessidade de organizar estes jogos para ser uma grande referência em Cabo Verde, África, a nível mundial. Temos capacidades. Não tenho dúvidas”, disse, antevendo que os primeiros Jogos Africanos de Praia realizados em Santa Maria seriam “um sucesso”, o que veio a confirmar-se.
Também, o ministro dos Desportos asseverara, na ocasião, que os primeiros Jogos Africanos de Praia – Sal 2019, que decorreram de 14 a 23 de Junho “deixaram um legado extraordinário” para a ilha do Sal e Cabo Verde.
O governante disse, na altura, que este evento fez parte de uma estratégia de se fazer de Cabo Verde uma plataforma especializada de organizações de eventos desportivos dentro do quadro de Cabo Verde como país plataforma.
Já para a presidente do Comité Organizador dos Primeiros Jogos Africanos de Praia (COJAP), Filomena Fortes, a realização desse evento era o nascimento de um “filho” que esperava com muita ansiedade e expectativa.
“É um sonho, é um filho que temos tentado gerar, e que falta menos de um mês para que possa nascer. Eu acredito, acreditei, e o governo de Cabo Verde também, que nos acompanhou até Djibuti onde nós fizemos a apresentação deste país e conseguimos vencer”, recordara.
Num misto de sentimento, e carregada de orgulho pelo nascimento deste evento que chamou de “filho”, perante sala cheia no hotel Meliã Dunas, empreendimento turístico que foi a Vila Olímpica dos Jogos Africanos de Praia – Sal 2019, Filomena Fortes apresentou todo o grupo, staff, que diariamente, juntamente com ela, vinha labutando nesta tarefa.
Para se ter uma ideia, os I Jogos Africanos de Praia Sal 2019, o maior evento jamais realizado em Cabo Verde, trouxe para o país, mais concretamente para a ilha turística, cerca de mil atletas e 500 oficiais, oriundos de 54 países africanos.
Por essa altura, estiveram no Sal cerca de duas mil pessoas ligadas aos jogos, entre atletas, dirigentes, desportivos e respectivas comitivas, bem como jornalistas de vários países do mundo.
Entretanto, na altura, alguns estudantes na ilha do Sal lamentaram o facto de não poderem acompanhar os Jogos Africanos de Praia por conta dos testes e Provas Gerais Internas (PGI).
Sob a égide da Associação de Comité Olímpicos Nacionais Africanos (ACNOA), tendo Cabo Verde ganho a candidatura para a organização dos mesmos, os Jogos Africanos de Praia Sal 2019 contemplaram 11 modalidades ligadas ao mar, nomeadamente atletismo, basquetebol 3×3, andebol de praia, ténis de praia, futebol de praia, remo no mar, futebol freestyle, karaté kata, kitesurf, e natação em águas abertas.
Inforpress