A direcção da Casa das Bandeiras pretende analisar com a Câmara de São Filipe a revisão do regulamento da corrida de cavalos para que os equídeos participantes nesta prova marquem presença nas cavalhadas no Alto de São Pedro.


O administrador da Casa das Bandeiras, Henrique Pires, disse que há um “problema grave” em relação às cavalhadas ou corrida de grinalda no Alto São Pedro, ultima actividade das festas e que antecede a passagem da bandeira para o festeiro seguinte, em que os cavalos que participam na prova de hipismo não participam nesta actividade e nem no acompanhamento na saída da bandeira, como reza a tradição.
Antes, eram os responsáveis dos cavalos que confeccionavam trajes, mas agora é a Casa das Bandeiras que disponibiliza os fardamentos e, mesmo assim, não há uma participação dos cavalos, avançou Henrique Pires, que defende a reintrodução no regulamento da prova a obrigatoriedade de participação nas cavalhadas no dia 01 de Maio, lembrando que a parte mais interessante das festas é a corrida do Alto São Pedro.
Para as festas deste ano, a Casa das Bandeiras tem a garantia de um cavalo que funcionará como porta-bandeira, de modo que a bandeira possa sair à hora.
Segundo o responsável, a Casa das Bandeiras está a equacionar a possibilidade de adquirir um cavalo para funcionar como porta-bandeira.
Segundo o dirigente, o salão da Casa das Bandeiras tem revelado nos últimos anos demasiado pequeno para o almoço do dia 01 de Maio, razão pela qual esta instituição tem optado pela sua extensão, com a instalação de uma tenda na praça de Presídio.
A extensão, explicou, representa um custo adicional de mais de 200 pontos, só para o aluguer da tenda, observando que através da parceria nos Estados Unidos está a caminho uma tenda que será propriedade da Casa das Bandeiras, permitindo assim reduzir os custos, mostrando esperançoso de que este equipamento chegue antes de Abril.
O festeiro principal deste ano tem alguns projectos que poderão ser implementados por ocasião das festas da bandeira de São Filipe, que decorre da última semana de Abril, culminando a 01 de Maio.
Henrique Pires lembrou que um dos objectivos da criação da Casa das Bandeiras é a promoção e o resgate das bandeiras da ilha do Fogo, de uma forma geral, observando que esta instituição vai apoiar o festeiro de São Sebastião, que se celebra no dia 20 de Janeiro, disponibilizando o espaço físico e logístico, entre outras ajudas.
JR/JMV
Inforpress