Na primeira ronda do QS1500 de Tenerife, que arrancou esta segunda-feira nas ilhas Canárias, um nome em especial chamou à atenção. Colocado no heat 3, onde competiu frente aos portugueses Guilherme Fonseca e Andrés Melendez.

O nome Robertney Barros surgiu ao lado da bandeira cabo-verdiana, sendo, assim, o primeiro surfista daquele país lusófono a entrar em provas da WSL.

Fazendo uma rápida pesquisa pelo próprio site da WSL, não há qualquer registo para a presença de Robertney, ou qualquer compatriota, em provas anteriores. O que acaba por ser natural, uma vez que principal desporto de ondas em Cabo Verde é o kitesurf. Natural de Santa Maria, na lha do Sal, e instrutor de surf, o surfista cabo-verdiano desafiou-se em Las Americas e até conseguiu superar a ronda inaugural deste campeonato.

Robertney Barros, que tem inúmeros triunfos no currículo em provas locais, somou 7,47 pontos na estreia e só foi batido pelo português Guilherme Fonseca, ficando à frente do espanhol Iker Trigueros (5,26) e ainda do português Andrés Melendez (4,50). Um início surpreendente e positivo para o surfista cabo-verdiano em provas internacionais.

No entanto, a aventura de Barros chegaria ao fim na 2.ª ronda, onde ficou no 4.º e último posto do heat 6. O surfista cabo-verdiano não conseguiu ir além dos 3,90 pontos, numa bateria que foi vencida pelo britânico Logan Nicol (9,50) e onde o israelita David Noy (9,17) também seguiu em frente – no 3.º posto ficou o italiano Giulio Caruso (7,27).

A estreia de mais um país lusófono em provas da WSL é um claro sinal do desenvolvimento do surf em África. Recordamos que no ano passado tinha sido o surfista Mini Cho, natural do Tofo, a trazer Moçambique pela primeira vez a estas provas. Para quando um angolano?

Isto para não falar que em Tenerife um dos destaques da prova está a ser o senegalês Cheriff Fall, que avançou já duas rondas e com scores bem altos, depois de mostrar toda a sua técnica nos tubos da esquerda de Las Americas. Um nome a reter na competição e para o futuro!
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