O núcleo de gestão do Estádio Nacional desmente o presidente da Federação Cabo-verdiana de Futebol (FCF), que avançara à imprensa que por cada jogo neste espaço paga 330 mil escudos, e informa que “por jogo” a “receita ronda os 3.800 contos”.


Em nota de imprensa enviada à Inforpress, o gestor da maior infra-estrutura desportiva do país, Orlando Mascarenhas, afirma que “não corresponde a verdade” as informações de Victor Osório segundo as quais a FCF paga 330 mil escudos de aluguer por cada jogo no Estádio Nacional.
Mascarenhas esclareceu no documento que vimos citando que a FCF comparticipa valor total 280 mil escudos para despesas logísticas com a preparação e realização do jogo.
Estas despesas, segundo a mesma fonte, correspondem à limpeza do Estádio Nacional, com capacidade para 15.026 lugares, balneários, casas de banho e áreas comuns de adeptos e específicos para a selecção nacional e as equipas visitantes.
Neste rol de despesas, o núcleo de gestão enumera ainda as inerentes com electricidade e água para os treinos e jogos da selecção e da equipa da arbitragem, e pagamento do “staff” para garantir segurança e higiene nas casas de banhos.
A Federação Cabo-verdiana de Futebol, recorde-se, quer que o Estado passe a subsidiar a selecção nacional com a isenção do aluguer do Estádio Nacional e pagamentos pelos serviços prestados à Polícia Nacional “para poupar 1000 contos por cada jogo em casa”.
O presidente da FCF, Victor Osório, alegara que “cada jogo em casa custa à federação  7.000 contos”, e que  a federação quer libertar-se dos “330 mil escudos de aluguer que a FCF paga por cada jogo  no Estádio Nacional e dos 680 mil” que é destinado à Polícia Nacional para a  segurança.
Fonte: Inforpress