O Estádio Nacional acolhe esta terça-feira o II Campeonato Africano de Futebol para Cegos (CAN IBSA 2017), que se realiza de 24 a 29 na Cidade da Praia, prova qualificável para o Mundial de Futebol para Cegos.


O II Campeonato Africano de Futebol Para Cegos (CAN IBSA 2017) conta com o concurso das equipas representativas de Cabo Verde, Egipto, Mali e Marrocos.
De acordo com o calendário, o Egipto e Marrocos inauguram este campeonato, jogo agendado para as 13:30, antes da cerimónia de abertura agendada para as 16:00, sendo que Cabo Verde faz a sua estreia na recepção ao Mali logo às 17:00 desta terça-feira.
Na quarta-feira, 25, a selecção nacional do Mali entra em campo para defrontar Marrocos, para logo de seguida Cabo Verde medir forças com o Egipto (13:30).
Na quinta-feira, 26, o Egipto e o Mali defrontam-se em jogo que antecede o embate que coloca frente a frente, Cabo Verde x Marrocos (13:30).
A final realiza-se sábado entre o primeiro e segundo classificado, mas antes será efectuado o jogo para a atribuição do terceiro lugar.
A prova é qualificável para o Mundial de Futebol para Cegos que se realiza em Julho próximo em Espanha.
A anteceder este evento, a organização realizou também na Cidade da Praia, a I Formação Internacional de Classificadores Paralímpicos de Deficiência Visual em África, que contou com o envolvimento da Comité Paralímpico Internacional, através da Fundação AGITOS, instituição internacional de classificadores de deficiência visual.
A formação ministrada por especialistas internacionais de Portugal Dr. José Luís Dória, e da Grécia, a dra. Aspa Vouza, foi também organizada em colaboração com a Comunidade de Comités Paralímpicos dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), e os comitês que irão participar no campeonato e contou com o envolvimento de médicos oftalmologistas, técnicos ortoptistas africanos.
O presidente do Comité Paralímpico de Cabo Verde, Rodrigo Bejarano disse que a organização teve inicialmente uma inscrição de 11 países, mas a participação de outros países africanos nesta prova de qualificação ficou condicionada, não só com ligações deficitárias entre o continente e as ilhas de Cabo Verde, mas também pelo preço avultado das passagens aéreas.
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