A Federação Cabo-verdiana de Futebol sugere os árbitros a evitarem ameaças de greve por causa de falta de pagamento quando as associações deparam-se com “problemas financeiros”, de forma a evitar o desgaste da imagem da classe.


Mário Semedo, que falava durante a imposição das insígnias dos árbitros cabo-verdianos da FIFA’2018, disse que a ameaça de greve dos árbitros em paralisar os jogos por causa da falta de verbas “não ajuda em nada a imagem da classe de arbitragem”, asseverando, entretanto, que já fez as diligências para que a situação seja regularizada.
“Se a associação tiver dinheiro e não paga isto é outra coisa, mas uma associação que neste momento tem algumas dificuldades para assumir os seus compromissos, não é aconselhável. Já falamos com algumas empresas no sentido de ajudar as associações a resolver os problemas, já que a situação federativa neste momento é um pouco complicada”, explica.
Ainda assim, o líder federativo promete criar todas as condições para que a nível da arbitragem situações de ameaças de greve não aconteçam, ao mesmo tempo que exorta as partes para a preservação do diálogo e compromisso.
Exortou, por outro lado, as associações regionais no sentido de serem proactivos para que, em tempo útil, consigam resolver os problemas e não ficarem à espera que as coisas aconteçam.
Esta recomendação surgiu na sequência da ameaça da greve dos árbitros da Região Desportiva de Santiago Norte, facto que levou a direcção da FCF, Mário Semedo, e o presidente do conselho nacional de Arbitragem, a reunirem este final de semana com a equipa directiva responsável pelo futebol no interior de Santiago.
Inforpress