A União Desportiva de Santo Crucifixo manifestou hoje ar “veementemente” o seu desagrado pelo adiamento da segunda eliminatória da Taça Caixa, inicialmente prevista para esta quarta-feira, 24.


O porta-voz da direcção do Santo Crucifixo, Clóvis Dias, que falava em conferência de imprensa, disse que, com esta medida que adia o jogo Santo Crucifixo/Mindelense para 01 de Maio, a Federação Cabo-verdiana de Futebol (FCF) “violou o próprio regulamento geral e o regulamento da Taça Caixa”.
Segundo Clóvis Dias, a FCF justifica o adiamento com o argumento de que as quatro equipas que disputam esse troféu estão também a disputar o campeonato nacional, mas o Santo Crucifixo não concorda com esta justificação que, em seu entender, “devia ter sido acautelada” antes de aprovarem, em Assembleia-geral, o calendário da competição.
Clóvis Dias disse que o adiamento do jogo Santo Crucifixo/Mindelense desta quarta-feira é “uma injustiça” para com o seu clube que tem duas saídas seguidas para o campeonato nacional e terá de jogar, entre elas, essa eliminatória da taça, além de ser uma violação do regulamento geral da FCF.
É que, constatou Clóvis Dias, “esta imposição da FCF” vai contra os interesses do Santo Crucifixo “sabendo de antemão do desgaste físico que as viagens inter-ilhas causam aos atletas”.
Clóvis Dias citou o artigo 50 do regulamento geral da FCF que consagra uma antecedência de quatro dias para a notificação dos clubes, em caso de alteração de calendário por motivos de força maior, já que o Santo Crucifixo só foi notificado às 16:31 de 22 de Abril, ou seja, “a menos de 48 horas do início da partida” pelo que, concluiu, “o comunicado emitido pela FCF viola este artigo”.
O porta-voz da União Desportiva de Santo Crucifixo disse que o seu clube acredita na boa-fé da FCF no estrito respeito por todos os clubes, em igualdade de circunstâncias, e aguarda uma posição da FCF à proposta de duas hipóteses apresentadas pelo Santo Crucifixo, uma no sentido de se manter a data inicialmente marcada ou outra de alteração da data da realização da 2.ª eliminatória em data futura a acordar entre os dois clubes.
Por outro lado, segundo Clóvis Dias, a persistir “a imposição” da FCF na nova calendarização do jogo corre-se o risco deste não se realizar por indisponibilidade de policiamento “conforme conversa já havida com os comandantes das Esquadras Policiais da Ribeira Grande e da Ponta do Sol”.
Inforpress