A selecção feminina cabo-verdiana recebe, a 16 de Novembro, no Estádio Nacional, na Praia, a sua congénere da Guiné Bissau para o primeiro jogo amigável entre os dois combinados, que se espera ser “uma viragem” para o futebol feminino.


Joel Barros, vice-presidente da Federação Cabo-verdiana de Futebol (FCF) e responsável pelo pelouro do futebol feminino em Cabo Verde, disse hoje, no Porto Novo, que se pretende com este jogo, que será “um momento histórico” entre os dois países, dar “uma viragem completa” que se pretende ao futebol feminino no arquipélago.
“Não será apenas um jogo de futebol. Será o primeiro desafio entre as selecções femininas de Cabo Verde e da Guiné Bissau e será, também, uma viragem completa que, em termos organizativos, se pretende dar à modalidade”, realçou Joel Barros, em conferência de imprensa.
Especificamente para este jogo, com o qual a FCF pretende homenagear, particularmente, as mulheres do futebol e todos aqueles que têm estado a trabalhar na afirmação do futebol feminino em Cabo Verde, foram convidados os técnicos Silvéria (Nita) Nédio, da cidade da Praia), Gustavo Pires (São Vicente, treinador da equipa feminina do Mindelense, e Artur Estrela (Sal), treinador do Lana do Sal, campeã nacional.
Segundo o vice-presidente da FCF, existe “uma determinação muito forte” da federação na organização do futebol feminino em Cabo Verde, “por forma a competir  em pé de igualdade” com o futebol masculino e este jogo representa “os primeiros passos” com vista à credibilização da modalidade no país.
A nível da Confederação Africana de Futebol (CAF) tem havido várias oportunidades para o futebol feminino em Cabo Verde, em termos de competição, que não têm sido aproveitadas por falta de organização da própria modalidade no país.
Por isso, Joel Barros acredita que este desafio entre as duas selecções vai contribuir  para “incentivar mais organização e mais responsabilidades”  àqueles que estão envolvidos na promoção do futebol feminino e fazer com que se possa melhorar as competições em Cabo Verde.
No entender do vice-presidente da FCF, apesar de decorrer, nesta altura, o período de defeso, a equipa técnica precisa de uma semana ou dez dias, “um tempo razoável”, para a preparação da selecção nacional, com vista a representar “com dignidade” Cabo Verde no confronto com a Guiné Bissau.
Inforpress