O Presidente da República exortou sexta-feira as autoridades nacionais, municipais, empresariais e toda a sociedade cabo-verdiana a mobilizar recursos para que a selecção nacional de futebol consiga alcançar grandes patamares e ultrapassar as metas já atingidas.


O pedido foi feito durante a cerimónia de homenagem, realizada à noite no Jardim Presidencial, para celebrar o quinto aniversário da primeira participação de sempre da selecção de Cabo Verde numa fase final do Campeonato Africano das Nações, CAN’2013, evento que Jorge Carlos classificou de “simbólico” e um “grande feito”.
Clarificou que foi “o momento em que a Nação cabo-verdiana se uniu à volta dos Tubarões Azuis, dos símbolos nacionais e do Azul”, ressalvando que Cabo Verde fez um brilharete na África do Sul, quando o próprio Presidente, Jacob Zuma, foi surpreendido pela forma de jogar da equipa nacional no solo sul-africano.
O Chefe de Estado considera que os “Tubarões Azuis”, nome por que se tornou conhecida a selecção nacional de Cabo Verde, e a presença no CAN’2013 representaram “momentos da afirmação, da nossa auto-estima nacional, da nossa força e união”.
Jorge Carlos Fonseca acredita que com a nova direcção da Federação Cabo-verdiana de Futebol (FCF), com novas energias e novas ambições, Cabo Verde pode repetir os brilharetes de cinco anos e fazer até melhor, recordando que a selecção nacional chegou a ser em 2014, a 27ª equipa do “ranking” mundial da FIFA e 1º a nível da África.
Já o presidente da FCF, Mário Semedo, disse que além de reconhecer todo o feito  dos “Tubarões Azuis” em 2013, a homenagem serviu, “claramente”, para mostrar aos cabo-verdianos que está de volta à frente de uma “equipa capacitada” para levantar os “Tubarões Azuis”, “depois de um período menos brilhante”.
Entende ser fundamental que a nação cabo-verdiana se una à volta dos Tubarões Azuis para relançar a carreira iniciada há anos e que culminou com a primeira participação numa fase final do CAN.
Para Mário Semedo é importante que se continue a apoiar a selecção de Cabo Verde e o desporto cabo-verdiano, reafirmando que a nova direcção tem “propósito claro” de qualificar a selecção para o CAN’2019, cujos jogos serão retomados em Setembro, afora objectivos maiores, que “só podem ser alcançados com apoio de toda a gente”.
Mário Semedo mostra-se convicto que com a união será retomada a senda das grandes alegrias que os “Tubarões Azuis” deram a todos os cabo-verdianos.
A cerimónia foi assinalada pela entrega do “Diploma de Homenagem” a todos os jogadores e “staff” que nessa época esteve em África do Sul, com os jogadores, todos a competirem na sua grande maioria no estrangeiro, a serem representados pelo capitão de 2013, Nando.
O antigo internacional pediu o “djunta mó” (união de esforços) para resgatar o prestígio da equipa nacional em sinal de “reconhecimento e felicitação” e juntou sua voz  à da chefe da comitiva cabo-verdiana nessa montra maior do futebol africano, Helena Vasconcelos.
Inforpress