A Federação Cabo-verdiana de Futebol está a debruçar-se sobre o perfil para a contratação do selecionador nacional e da sua equipa técnica, de modo a tomar “uma decisão que salvaguarde o interesse da equipa” e pede paciência a todos.


No rescaldo da conferência de imprensa para anunciar a vinda do presidente da FIFA, esperado sexta-feira no país, o presidente federativo, Mário Semedo, afirmou tratar-se de uma questão que requer uma “discussão profunda”, pelo que teve de esperar pela vinda de elementos da direcção que estavam fora do país para debruçarem sobre este “dossiê”.
Sem avançar nomes, a direcção ressalva que esta é “uma questão sensível” e que requer o financiamento para a contratação da equipa técnica, de forma a evitar situação de dívidas acumuladas, tendo, entretanto, deixado em aberto à possibilidade de a equipa nacional realizar um jogo amistoso na próxima data FIFA.
Ao que se sabe, o contrato de trabalho entre a FCF e o seleccionador Lúcio Antunes terminou em finais de 2017, mas continua tudo em aberto, quanto a continuidade ou saída da equipa técnica.
A FCF, segundo a sua direcção, evita tomar decisões sem uma base segura em termos de financiamento para cobrir despesas como salários e outras recompensas, tendo exortado paciência à comunicação social e aos amantes do desporto, particularmente do futebol.
A selecção nacional joga oficialmente só a 07 de Setembro, na sua deslocação a Lesoto, altura que a Confederação Africana de Futebol (CAF) retoma os jogos da fase de grupo de qualificação para o Campeonato Africano das Nações de 2019 (CAN’2019), a ser disputado nos Camarões.
Cabo Verde partilha o Grupo L de qualificação africana para CAN’2019 com as selecções nacionais da Uganda, da Tanzânia e do Lesoto, tendo perdido no jogo referente a jornada inaugural no seu reduto diante da Uganda por 0-1.
Inforpress