O seleccionador Rui Águas esclarece que a mudança da direcção da Federação Cabo-verdiana de Futebol (FCF), agora presidida por Mário Semedo, decidiu o seu regresso à selecção de Cabo Verde.


Em entrevista concedida este domingo ao jornal desportivo português Record, Rui Águas apontou as relações extra-contratuais “que são boas”, o envolvimento dos atletas e os adeptos, assim como os resultados desportivos, como outros  factores que pesaram nessa sua decisão.
“Depois, o outro factor foi a mudança de direcção para as pessoas que conheço bem e sei que garantem um trabalho com rigor”, explicou Rui Águas, lembrando que Mário Semedo foi a pessoa responsável pela sua primeira passagem à selecção.
Questionado sobre se teria aceitado o cargo se Victor Osório ainda liderasse a FCF, o novo seleccionador nacional respondeu que “não”, considerando que agora o essencial é que volte a dinâmica que existia, que os jogadores se sintam apoiados e que os adeptos acreditem na selecção.
Quanto às expectativas neste seu regresso à selecção de Cabo Verde, Rui Águas disse que são “muitas”, observando que de modo geral vai basear-se na reorganização do futebol cabo-verdiano e na formação de treinadores.
“Temos que trabalhar todos em conjunto para melhorarmos o paradigma, a competição em Cabo Verde e dar oportunidade aos jovens”, frisou o seleccionador, admitindo que nesta altura é difícil para um jogador que joga no país competir com os que militam em campeonatos profissionais.
No que se refere ao apuramento para o CAN 2019, disse que depois da derrota com a Uganda, no jogo que contou para a primeira jornada do Grupo L, a partida do próximo mês de Setembro com o Lesoto vai ser crucial para as contas do apuramento.
Cabo Verde integra o Grupo L de apuramento para o CAN 2019, a realizar-se nos Camarões, juntamente com as selecções de Lesoto, Uganda e Tanzânia.
Depois de quase três anos de ausência, Rui Águas regressou à selecção nacional com uma vitória sobre a Argélia  por 3-2, em jogo realizado sexta-feira, 01, em Argel, e este domingo, nas grandes penalidades, venceu a Andorra por 5-3, depois de um empate a zero durante o tempo regulamentar.
Inforpress