
Fez-se história no Estádio Príncipe Moulay Hassan, em Rabat!
Numa final que dominaram do início ao fim, as camaronesas conquistaram uma vitória contundente de 3-0 sobre o Malawi.
Foi uma exibição de gala que levou finalmente as "Leoas Indomáveis" ao topo do futebol feminino africano.
O desfecho deste grande confronto ficou praticamente definido durante uma primeira parte de domínio absoluto.
Marie-Gisèle Ngah Manga abriu o marcador com um cabeceamento potente aos 20 minutos; dez minutos depois, Naomie Ndjoah Eto aumentou a vantagem ao finalizar um cruzamento perfeito de Bernadette Nyadjou. Já nos descontos da primeira parte (45+3'), Ngah Manga marcou o seu segundo golo na partida, consolidando a clara superioridade tática e física da sua equipa.
Gerindo a segunda parte na perfeição, a equipa camaronesa garantiu a vitória com uma defesa sólida, anulando qualquer esperança de reação das "Scorchers".
Com este triunfo, os Camarões conquistaram o primeiro título CAN Feminino da sua história, um momento de pura euforia para uma nação que esteve perto em três finais anteriores (2004, 2014 e 2016).
O percurso rumo a esta conquista foi extraordinário: depois de avançarem para o mata-mata "no limite", como uma das melhores terceiras classificadas, a equipa comandada por V. Nguele demonstrou uma resiliência notável.
De sobreviventes improváveis a rainhas de África, as "Leoas Indomáveis" protagonizaram uma das campanhas mais espetaculares da competição, gravando pela primeira vez o nome dos Camarões na galeria de campeões do continente.
Além do troféu, as "Leoas Indomáveis" celebraram também a atribuição de Michaely Bihina como a melhor guarda-redes do torneio e de Monique Ngock como a "Jogadora do Torneio"
Depois de garantir a medalha de bronze com uma vitória sobre Marrocos (1-1 no tempo regulamentar; 3-2 nas grandes penalidades) na disputa pelo terceiro lugar, realizada no sábado, 15 de agosto, a seleção argelina recebeu o prémio Fair Play do torneio.
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