CAN 2023: Seis técnicos fora da CAN 2023 em 18 dias de prova



Sem tempo para redimir-se de eventual “fracasso”, seis técnicos deixaram o comando das respectivas selecções em 18 dias da Taça das Nações Africanas (CAN2023) de futebol, que termina na Costa do Marfim dia 11 de Fevereiro.


Os motivos invocados pelos “patrões” (presidentes federativos) são distintos, tal como a causa que levou outros a auto-demitirem-se em função dos objectivos traçados para esta 34ª edição da prova continental.
Entre os treinadores afastados, o mais emblemático foi o francês Jean-Louis Gasset, que comandou os anfitriões Côte d'Ivoire durante os três primeiros encontros.

Os ivorienses nem foram eliminados, apurando-se como um dos melhores terceiros. No entanto, após a derrota por 4-0 frente à Guiné Equatorial, o técnico gaulês foi convidado a sair, dando lugar ao adjunto, Emerse Faé.

E não é que os “elefantes” estão milagrosamente nos quartos-de-final (...). Depois de um percurso sofrível, a selecção do antigo lendário Didier Drogba eliminou a favorita Senegal de Sádio Mane, aos penáltis (5-4), após igualdade a uma bola no tempo regulamentar e no prolongamento.

No entanto, a partir das 18 horas do dia 3 de Fevereiro já se terá a certeza se Emerse Faém, o adjunto promovido à principal, conduzirá a Côte d 'Ivoire a um novo “milagre”, quando defrontar o Mali, nos quartos-de-final.

De fora do CAN2023 também está Djamel Belmadi, selecionador da Argélia. O vencedor da edição de 2019 assinou um acordo com a Federação para deixar o comando técnico após duas fases finais, 2022 e 2024, em que os argelinos não conseguiram ultrapassar a fase de grupos.

Djamel Belmadi, de 46 anos, assumiu o comando da equipa em Agosto de 2018 e conquistou o CAN'2019, no Egipto, passando a ser popularmente conhecido como "ministro da felicidade". O casamento feliz, terminou da pior maneira.

Já Jalel Kadri, treinador da Tunísia, cumpriu o contrato segundo as suas próprias declarações e, não tendo atingido o objectivo fixado pela Federação, foi coerente em não continuar na liderança do colectivo.

Outro a sair pelos próprios pés foi o belga Tom Saintfiet, que comandava a Gâmbia. Apesar de ter um contrato até 2026, o técnico decidiu que era tempo de terminar a missão à frente dos “Escorpiões”.

Menos pacífica foram as saídas de Chris Hughton, treinador irlandês do Ghana, despedido, e de Adel Amrouche, técnico argelino ao serviço da equipa nacional da Tanzânia, aliás esta última foi a situação mais caricata.

Após ter criticado a Confederação Africana de Futebol (CAF), Adel foi suspenso por oito jogos. Sem margem, a Federação Tanzaniana despediu-o e nomeou Hemed Suleiman, não se percebendo bem porquê.

Este CAN fora de época (devia disputar-se em 2023, mas transferido para o presente ano) entra para os quartos-de-final em 2 de Fevereiro com os jogos Nigéria-Angola e RD Congo – Guiné.

No sábado (3), medem forças Mali-Côte d`Ivoire  e Cabo Verde -África do Sul.
ADP/angop/CrioloSports


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