CAN 2023: Senegal fica pelo caminho, Costa do Marfim segue ao objectivo


 
A Côte d'Ivoire venceu segunda-feira o Senegal 5-4, aos penaltis, após igualdade 1-1 ao fim do tempo regulamentar, e apurou-se para os quartos-de-final, continuando assim a a acreditar no título, que não conquista desde 2015, na Guiné Equatorial. Signatários de uma primeira fase complicadíssima, os Elefantes mostraram no jogo que reúnem valências para reclamar a conquista em sua casa.


A equipa senegalesa a adiantou-se no marcador logo aos três minutos de jogo, com golo H.Diallo, como quem tratava de mostrar à selecção local que não se assustava com a mole gente que enchia as bancadas do estádio e quase toda a puxar para esta,  que independentemente de defrontar o campeão, estava melhor apoiada.

Entretanto, o golo madrugador não matou a esperança da Côte d'Ivoire, que continuou a acreditar, olhando para o tempo, largo, que ainda havia pela frente, e foi desenvolvendo o seu jogo, resistindo à investida adversária com todos os argumentos tácticos, a ver, naturalmente, a possibilidade de inversão das coisas na quadra.

A seguir ao golo, as coisas na quadra ficaram equilibradas, com as duas equipas a jogar de igual para igual ou naquele sistema de hora ataco eu, hora atacas tu. A leitura que qualquer observador podia fazer é de que as coisas não seriam fáceis para nenhum dos intervenientes, dado o caudal ofensivo, quer de um quer de outro lado.

É que cada uma das equipas carregava o seu símbolo de orgulho. Os ivoirenses, como anfitriões, tinham honra para defender, passando-se o mesmo com os senegaleses, que afinal mais não são, senão os campeões em título e a atravessar excelente momento de forma, como trataram de mostrar na fase de grupos. Na verdade, os primeiros 45 minutos deram-nos a ver duas equipas combativas, com grande propensão para o ataque, à caça de golos que podiam conferir alguma tranquilidade, quanto mais não fosse uma forma de se livrar do sufoco a que se sujeita quem vê o perigo a rondar-lhe a cercanias.

Até quase ao intervalo, a Côte d'Ivoire revelou um ataque mais agressivo, pois o jogo desenrolava quase no meio campo senegalês, com acções ofensivas que criavam tremendo desconforto ao sector defensivo senegalês, que sempre que subiu, fê-lo na sequência de jogadas de contra-ataque.

Depois de terem ido para o intervalo com o mesmo resultado (1-0), que favorecia o Senegal, reentraram com a mesma determinação e entrega, mas com o Senegal a ter mais iniciativas no jogo, começando a fazer rondar a bola mais vezes no último reduto ivoirense. Aos 72 minutos a Côte d'Ivoire quase marcou, e na resposta aos 74, o Senegal quase fez o mesmo.

A pressão parte a parte não parou. Aos 76 minutos, por pouco marcava a Côte d'Ivoire marcou não fosse impecável o guarda-redes Eduard Mendy. O jogo estava aberto. O golo podia surgir de um como de outro lado. Aos 81 minutos, num ataque ofensivo ivoirense, há um choque de Mendy e Nicolas Pepe que ditou o penálti de Kessie, que leva a Côte d'Ivoire à igualdade aos 86 minutos.

Chegadas aos 90 minutos igualadas, o prolongamento foi o recurso. Porém, os 30 minutos, também passaram em branco, levando as equipas à marcação de grandes penalidades, onde a Côte d'Ivoire foi mais eficaz em relação ao Senegal.
JDA


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