
O panorama do futebol africano está prestes a sofrer uma transformação histórica.
A 29 de março, Patrice Motsepe, presidente da Confederação Africana de Futebol (CAF), anunciou oficialmente uma expansão no formato da principal competição do continente.
A partir da edição de 2028, a Taça das Nações Africanas passará de 24 para 28 seleções participantes, abrindo, assim, as portas a mais nações e prometendo maior diversidade em campo.
Para além do aumento do número de equipas, é o próprio ritmo da competição que está a sofrer uma mudança radical. Pela primeira vez na sua história moderna, a Taça das Nações Africanas abandona o seu ciclo bienal para se tornar um torneio quadrienal.
Esta transição para um calendário de quatro em quatro anos — com efeitos a partir de 2028 — visa aliviar o calendário internacional e elevar o prestígio do evento, alinhando-o, assim, com os padrões do Europeu ou do Mundial.
Esta mudança de paradigma já está a gerar debates acalorados na comunidade futebolística. Embora a expansão para 28 nações ofereça a oportunidade de revelar novos talentos e impulsionar o desenvolvimento do desporto nos países de menor dimensão, o intervalo alargado entre edições pode alterar o fervor habitual dos adeptos africanos.
Procurando equilibrar a ambição de modernização com o respeito pela tradição, a CAF aposta numa competição que seja mais exclusiva, mas, ao mesmo tempo, mais representativa de toda a amplitude do talento continental.
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