
O apito final da história do futebol cabo-verdiano ainda não soou, mas o marcador já indica uma vitória histórica: a presença inédita dos Tubarões Azuis no palco máximo do desporto-rei, a Copa do Mundo.
Este feito monumental não é obra do acaso, mas sim o fruto de anos de dedicação, planeamento e, crucialmente, de uma gestão estável e profissional. É por isso que, neste momento crucial de preparação, a Federação Cabo-verdiana de Futebol (FCF) deve manter a bússola apontada na mesma direção, sob a liderança de Mário Semedo.
O Mundial não é um torneio para amadores; é o pináculo da exigência, onde cada detalhe, desde a logística à psicologia desportiva, é dissecado sob um microscópio global. Não há margem para experiências ou "dar um jeito". A preparação para um evento desta envergadura exige o conhecimento íntimo do percurso já trilhado, das fraquezas superadas e das vitórias alcançadas. Exige a manutenção de uma estrutura que provou ser capaz de elevar a seleção de um patamar regional para um patamar global.
Mário Semedo tem sido o rosto dessa continuidade e profissionalismo. Sob a sua égide, a FCF conseguiu não só a qualificação histórica, mas também a estabilidade necessária para que a equipa técnica e os jogadores se concentrassem no essencial: jogar futebol ao mais alto nível. A gestão de uma federação de futebol vai muito além do campo; é a negociação de sponsors, a organização de estágios em centros de excelência, a garantia de que cada membro da delegação tem as melhores condições para representar a nação. Tudo isso tem sido gerido com a seriedade que o momento exige.
A tentação de mudar, de buscar um "novo fôlego" ou uma "visão diferente" a poucos meses do pontapé de saída no Mundial, seria um experimento perigoso e, francamente, irresponsável. Uma transição de liderança neste momento traria inevitavelmente:
* Ruptura no Planeamento: A nova direção teria de absorver e, possivelmente, reajustar todo o plano de preparação já em curso, gerando incerteza.
* Instabilidade no Staff: Mudanças na cúpula podem desestabilizar o staff técnico e administrativo, que precisa de estar 100% focado.
* Perda de Momentum: A inércia positiva da qualificação seria desperdiçada com questões internas e burocráticas.
Cabo Verde merece ver o seu sonho concretizado da forma mais profissional possível. Isso significa confiar no capitão que guiou o navio até este porto seguro. Mário Semedo e a sua equipa conhecem os meandros da FCF, as necessidades específicas dos Tubarões Azuis e, acima de tudo, o peso da responsabilidade histórica que carregam.
O futuro não é para amadores. O Mundial é para quem se preparou. E no caso da FCF, essa preparação foi conduzida por uma liderança que, agora, tem o dever de levar o trabalho até ao fim, garantindo que a estreia de Cabo Verde seja um sucesso de organização, dedicação e, esperemos, também de resultados.
Txesku D Lulú