Andebol São Vicente: Federação Cabo-verdiana de Andebol forma vinte treinadores em técnicas de base


A Federação Cabo-verdiana de Andebol concluiu hoje, no Mindelo, uma formação que capacitou 20 treinadores com técnicas de base da modalidade para serem transmitidos para a geração mais jovem, conforme o coordenador, Adilson Zego.


O curso, que decorreu desde o dia 26, teve a participação, em São Vicente, de 20 mulheres e homens, entre dirigentes, técnicos de escolas de formação, professores de educação física e atletas, que mostraram, segundo a mesma fonte, “empenho e dedicação”

A formação foi promovida pela Federação Cabo-verdiana de Andebol, financiada pelo Comité Olímpico Cabo-verdiano, através do Programa Solidariedade Olímpica e orientada em termos técnicos pela Federação Internacional de Andebol (IHF, sigla em inglês).

Aliás, o técnico português José António Silva, que orientou a acção formativa, foi enviada pela IHF e disse que essa colaboração tem como objectivo harmonizar alguns pressupostos, quer do ponto de vista técnico, quer do ponto de vista metodológico de abordagem ao jogo, particularmente para os mais novos.

“A proposta foi de procurar um entendimento de jogo e apresentar e propor uma possibilidade de progressão do ensino de jogo, que possibilita aos mais jovens atingir outros níveis de prestação desportiva”, explicou o técnico, que admitiu não ter encontrado muitas dificuldades, mas sim “muito empenhamento e dedicação”.

Os novos conhecimentos, ajuntou, precisam agora de ser experimentados e passados aos jogadores mais jovens. Algo, que assegurou, vai ser avaliado no próximo Verão, enquadrado nesta parceria, que deverá ter continuidade.

Quanto aos formandos, garantem ter saído satisfeitos do curso, que trouxe novas dinâmicas, conforme Renato Delgado, “Foram exercícios simples, mas interligados, que nos permitem mudar e dar mais dinâmica aos nossos treinos”, considerou Renato Delgado, que é proprietário de uma escola de iniciação desportiva e coordenador de Educação Física do ensino básico de São Vicente.

A mesma fonte afiançou ser uma “formação ideal” para quem trabalha com crianças.

Um curso, por outro lado, com um “nível alto” em termos de técnicas e táticas individuais e de grupo, tal como descreveu Carina Brito, formanda integrada através do Comando da Primeira Região Militar.

Por isso, ajuntou, espera-se que seja generalizado em todo o arquipélago para permitir a unificação de critérios.

Antes de São Vicente, a mesma formação aconteceu na semana passada em Santo Antão e as outras ilhas devem ser contempladas, segundo o técnico José António Silva, entre Novembro deste ano e Janeiro de 2022.
LNJMV
Inforpress



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