Andebol CAN 2022: Cabo Verde e Guiné têm evolução acima da média


Cabo Verde e Guiné são as selecções que maior evolução competitiva apresentaram na 25ª edição do Campeonato Africano das Nações (CAN), em andebol sénior masculino, defende o vice-presidente da Confederação e director da prova, Pedro Godinho.


Em declarações, ao Jornal de Angola, a balancear o CAN disputado no Cairo, Egipto, o dirigente angolano afirmou ter havido agradáveis surpresas no capítulo competitivo, pois os atletas dos 13 países demonstraram um andebol mais desenvolvido.

"Cabo Verde, apesar de ser a segunda presença, jogou a final. No CAN da Tunísia já tinha dado sinais. No Mundial de 2021, a participação foi interrompida, porque grande parte dos jogadores estavam infectados com a Covid-19. A Guiné também evoluiu muito e neste campeonato discutiu o quinto lugar e a última vaga para o Mundial de 2023. O Senegal, apesar da classificação, já tem uma estrutura melhor. Eles estão a trabalhar com um staff europeu. Nos próximos dois anos vão dar mais trabalho”, analisou.

No sentido inverso, segundo Godinho, está a Tunísia e a Argélia. Ambas passam por um processo de renovação. Porém, a Tunísia mostrou a sua qualidade competitiva no desafio da meia-final, frente ao Egipto.

"Naquele jogo os tunisinos encostaram os egípcios às cordas. Ali a rivalidade falou mais alto. A Tunísia estava igual a si mesma. Mas, depois viu-se o verdadeiro estado do grupo, no encontro com Marrocos. Os marroquinos têm espreitado o quinto e sexto lugar, e surpreendentemente superaram os tunisinos. No geral tivemos um campeonato mais equilibrado”, sublinhou.

Relativamente aos níveis apresentados por outras selecções, o director de prova argumentou: "Angola, RDC, Cabo Verde e Guiné estão equiparadas. Agora aumenta a concorrência. Antes, a luta pelo terceiro lugar era de Angola e da Argélia. Se a Zâmbia falhasse esta edição, pois proporcionou várias goleadas, o campeonato seria mais nivelado”.

Restrição a 12 países

Na opinião de Pedro Godinho, o Africano das Nações deve ser restringido a doze selecções, face à realidade de África. "Não há mais de 12 selecções competitivas. Incluído o Gabão, todas estão em condições de fazer uma prova pautada pela regularidade entre adversários do mesmo nível”, disse.

Quanto ao Egipto (campeão), acrescenta Pedro Godinho, não foi apenas o factor casa determinante para a conquista do título. "É uma selecção recheada de grandes valores individuais. Não é obra do acaso terem quatro jogadores no "sete” ideal. É anormal ver a Argélia a jogar pelo quinto e Angola o sétimo. O desporto tem essa dinâmica. Foi uma pena Angola falhar a presença no Mundial, onde os jogos dão outra endurance e colmatam a falta de competição interna no nosso país. Por outro lado, tornam os atletas mais competitivos para disputar os melhores lugares em África”.

JDA/CrioloSports


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